Quando Anu o Sublime, Rei dos Anunaki, e Bel, o senhor dos céus e da terra, que decretaram o destino da terra, assinalaram a Marduk , o todo-poderoso filho de Ea, deus de tudo o que é direito, o domínio sobre a humanidade, fazendo dele grande entre os Igigi, eles chamaram a Babilônia por seu nome ilustre, fizeram-na grande na terra, e fundaram nela um reino perene, cujas fundações são tão sólidas quanto as do céu e da terra; então, Anu e Bel chamaram por meu nome, Hamurabi, o príncipe exaltado, que temia a deus, para trazer a justiça na terra, destruir os maus e criminosos, para que os fortes não ferissem os fracos; para que eu dominasse os povos das cabeças escuras como Shamash, e trouxesse esclarecimento à terra, para assegurar o bem-estar da humanidade.
Hamurabi, o príncipe de Bel sou eu, chamado por Bel sou eu, fazedor e promovedor de riquezas, que favorece Nipur e Dur-ilu, sublime patrono do E-kur; que restabeleceu Eridu e purificou a adoração do E-apsu; que conquistou os quatro quadrantes do mundo, que fez grande o nome da Babilônia, que alegrou o coração de Marduk, seu deus a quem diariamente presta suas devoções em Sagila; descendente real de Sin, que enriqueceu Ur, o humilde e reverente que leva riquezas ao Gish-shir-gal; o rei branco, escuta de Shamash, o poderoso, que fez novamente as fundações de Sipar; que revestiu de verde as pedras tumulares de Malkat; que fez grande o E-babar, que é tal qual os céus, o guerreiro que guardou Larsa e renovou o E-babar, tendo a ajuda de Shamash.
O Senhor que garantiu nova vida a Uruk, que trouxe água abundante para seus habitantes, que levantou o topo de Eana, e assim aperfeiçoou a beleza de Anu e Inana; escudo da terra, que reuniu os habitantes espalhados de Isin; que colocou muitas riquezas ao E-gal-mach; o rei protetor da cidade, imão do deus Zamama; que com firmeza fundou as fazendas de Kish, coroou de glória o E-me-te-ursag, dobrou os grandes tesouros sagrados de Nana, administrou o templo de Harsag-kalama; a cova do inimogo, cuja ajuda sempre traz a vitória; que aumentou o poder Cuthah; adorado do deus Nabu, que dá alegria aos habitantes de Borsippa, a Sublime; o que não se cansa por E-zida; o rei divino da cidade; o claro, o Sábio, que ampliou os campos de Dilbat, que colheu as colheitas por Urash; o poderoso, o senhor a quem o cetro e a coroa foram destinados, e que se cobre com os trajes da realeza; o eleito de Ma-ma; que fixou os limites do templo de Kish, que bem dotou as festas sagradas de Nintur; o provedor solícito que forneceu alimentos e bebidas para Lagash e Girsu, que ofereceu grandes oferendas de sacrifício para Ningirsu; que capturou o inimigo, o Eleito do oráculo que cumpriu a predição de Hallab, que alegra o coração de Anunit; o prínciple puro, cjua prece é aceita por Adad; que satisfez o coração de Adad, o guerreiro, em Karkar, que restaurou os vasos de adoração no Eudgalgal; o rei que deu vida à cidade de Adad; o guia de Emach; o rei principesco da cidade, o guerreiro irresistível, que deu vida aos habitantes de Mashkanshabri, e trouxe abundância ao templo de Shidlam; o Claro, Potente que penetrou na caverna secreta dos bandidos, salvou os habitantes de Malka da desgraça, e fixou os lares deste povo na abundância; que estabeleceu presentes de sacrifício puros para Ea e sua amada Dam-gal-nun-na, que fez seu reino grande para sempre; o rei principesco da cidade, que sujeitou os distritos do canal sobre o Ud-kib-nun-na Canal à vontade de Dagon, seu Criador; que poupou os habitantes de Mera e Tutul; o príncipe sublime que faz a face de Nini brilhar; que apresentou refeições sagradas à divindade de Ninazu, que cuidou de povo e das necessidades deste, que deu a eles um pouco da paz babilônica; o pastor dos oprimidos e dos escravos; cujos feitos encontram favor frente aos Anunnaki no templo de Dumash no subúrbio da Acádia; que reconhece o direito, que governa pela lei, que devolveu à cidade de Assur seu deus protetor; que deixou o nome de Ishtar de Nínive permanecer em E-mish-mish; o Sublime, que reverentemente se curva frente aos grandes deuses; sucessor de Sumula-il; o poderoso filho de Sin-muballit; o escudo real da Eternidade; o poderosos monarca, o sol da Babilônia, cujos raios lançam luz sobre a terra da Suméria e Acádia; o rei, obedecido pelos quatro quadrantes do mundo; Adorado de Nini sou eu. Quando Marduk concedeu-me o poder de governar sobre os homens, para dar proteção de direito à terra, eu o fiz de forma justa e correta... e trouxe o bem-estar aos oprimidos.
CÓDIGO DE LEIS
1. Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então
que aquele que enganou deve ser condenado à morte.
2. Se alguém fizer uma acusação a outrém, e o acusado for ao rio e pular neste rio, se ele afundar, seu acusador deverá tomar posse da casa do culpado, e se ele escapar sem ferimentos, o acusado não será culpado, e então aquele que fez a acusação deverá ser condenado à morte, enquanto que aquele que pulou no rio deve tomar posse da casa que pertencia a seu acusador.
3. Se alguém trouxer uma acusação de um crime frente aos anciões, e este alguém não trouxer provas, se for pena capital, este alguém deverá ser condenado à morte.
4. Se ele satisfizer aos anciões em termos de Ter de pagar uma multa de cereais ou dinheiro, ele deverá receber a multa que a ação produzir.
5. Um juiz deve julgar um caso, alcançar um veredito e apresentá-lo por escrito. Se erro posterior aparecer na decisão do juiz, e tal juiz for culpado, então ele deverá pagar doze vezes a pena que ele mesmo instituiu para o caso, sendo publicamente destituído de sua posição de juiz, e jamais sentar-se novamente para efetuar julgamentos.
6. Se alguém roubar a propriedade de um templo ou corte, ele deve ser condenado à morte, e também aquele que receber o produto do roubo do ladrão deve ser igualmente condenado à morte.
7. Se alguém comprar o filho ou o escravo de outro homem sem testemunhas ou um contrato, prata ou ouro, um escravo ou escrava, um boi ou ovelha, uma cabra ou seja o que for, se ele tomar este bem, este alguém será considerado um ladrão e deverá ser condenado à morte.
8. Se alguém roubar gado ou ovelhas, ou uma cabra, ou asno, ou porco, se este animal pertencer a um deus ou à corte, o ladrão deverá pagar trinta vezes o valor do furto; se tais bens pertencerem a um homem libertado que serve ao rei, este alguém deverá pagar 10 vezes o valor do furto, e se o ladrão não tiver com o que pagar seu furto, então ele deverá ser condenado à morte.
9. Se alguém perder algo e encontrar este objeto na posse de outro: se a pessoa em cuja posse estiver o objeto disser " um mercador vendeu isto para mim, eu paguei por este objeto na frente de testemunhas" e se o proprietário disse" eu trarei testemunhas para que conhecem minha propriedade" , então o comprador deverá trazer o mercador de quem comprou o objeto e as testemunhas que o viram fazer isto, e o proprietário deverá trazer testemunhas que possam identificar sua propriedade. O juiz deve examinar os testemunhos dos dois lados, inclusive o das testemunhas. Se o mercador for considerado pelas provas ser um ladrão, ele deverá ser condenado à morte. O dono do artigo perdido recebe então sua propriedade e aquele que a comprou recebe o dinheiro pago por ela das posses do mercador.
10. Se o comprador não trouxer o mercador e testemunhas ante a quem ante quem ele comprou o artigo, mas seu proprietário trouxer testemunhas para identificar o objeto, então o comprador é o ladrão e deve ser condenado à morte, sendo que o proprietário recebe a propriedade perdida.
11. Se o proprietario não trouxer testemunhas para identificar o artigo perdido, então ele está mal-intencionado, e deve ser condenado à morte.
12. Se as testemunhas não estiverem disponíveis, então o juiz deve estabelecer um limite, que se expire em seis meses. Se suas testemunhas não aparecerem dentro de seis meses, o juiz estará agindo de má fé e deverá pagar a multa do caso pendente.
[Nota: não há 13ªLei no Código, 13 provavelmente sendo considerado um número de azar ou
então sacro]
14. Se alguém roubar o filho menor de outrém, este alguém deve l be condenado à morte.
15. Se alguém tomar um escravo homem ou mulher da corte para fora dos limites da cidade, e se tal escravo homem ou mulher, pertencer a um homem liberto, este alguém deve ser condenado à morte.
16. Se alguém receber em sua casa um escravo fugitivo da corte, homem ou mulher, e não trouxe-lo à proclamação pública na casa do governante local ou de um homem livre, o mestre da casa deve condenado à morte.
17. Se alguém encontrar um escravo ou escrava fugitivos em terra aberta e trouxe-los a seus
mestres, o mestre dos escravos deverá pagar a este alguém dois shekels de prata.
18. Se o escravo não der o nome de seu mestre, aquele que o encontrou deve trazê-lo ao palácio; uma investigação posterior deve ser feita, e o escravo devolvido a seu mestre.
19. Se este alguém mantiver os escravos em sua casa, e eles forem pegos lá, ele deverá ser condenado à morte.
20. Se o escravo que ele capturou fugir dele, então ele deve jurar aos proprietários do escravo, e ficar livre de qualquer culpa.
21. Se alguém arrombar uma casa, ele deverá ser condenado à morte na frente do local do arrombamento e ser enterrado.
22. Se estiver cometendo um roubo e for pego em flagrante, então ele deverá ser condenado à morte.
23. Se o ladrão não for pego, então aquele que foi roubado deve jurar a quantia de sua perda; então a comunidade e... em cuja terra e em cujo domínio deve compensá-lo pelos bens roubados.
24. Se várias pessoas forem roubadas, então a comunidade deverá ..... e ... pagar uma mina e prata a seus parentes.
25. Se acontecer um incêndio numa casa, e alguns daqueles que vierem acudir para apagar o fogo esticarem o olho para a propriedade do dono da casa e tomarem a propriedade deste, esta(s) pessoa(s) deve(m) ser atirada(s) ao mesmo fogo que queima a casa.
26. Se um comandante ou soldado, que tenha recebido ordens de seguir o rei numa guerra não o fizer, mas contratar um mercenário, se ele não pagar uma compensação, então tal oficial deve ser condenado à morte, e seu representante tomar posse de seus bens.
27. Se um comandante ou homem comum cair em desgraça frente ao rei (capturado em batalha) e se seus campos e jardins forem dados a outrém, que tomou posse deste campo, se o primeiro proprietário retornar, seu campo e devem ser devolvidos a ele, que entrará novamente de posse de seus bens.
28. Se um comandante ou homem comum cair em desgraça frente ao rei, se seu filho for capaz de gerir seus bens, então o campo e o jardim serão dados ao filho deste homem, que terá de pagar a taxa devida por seu pai.
29. Se seu filho for muito jovem e não puder tomar posse, 1/3 do campo e jardim deverá ser dado à sua mãe, que deverá educar o menino.
30. Se um comandante ou homem comum deixar sua casa, jardim e campos, e alugar tal propriedade, e outrém tomar posse de sua casa, jardim e campo e usá-los por três anos. Se o primeiro proprietário retornar à sua casa, jardim ou campo, este não deve retornar ao seu primeiro dono, mas ficar com que tomou posse e fez uso destes bens.
31. Se ele fizer um contrato de um ano e então retornar, seus bens devem-lhe ser devolvidos para que tome posse deles novamente.
32. Se um soldado ou homem leigo for capturado no Caminho do Rei (guerra) e um mercador
comprar sua liberdade, trazendo-o de volta para casa, se ele tiver meios em sua casa para comprar sua liberdade, ele deverá fazer isto por seus próprios meios. Se ele não tiver nada em sua casa que com o que puder comprar sua liberdade, ele terá de ser comprado pelo templo de sua comunidade. Se não houver nada no templo para poder comprá-lo, a corte deverá comprar sua liberdade. Seu campo, jardim e casa não devem ser dados para comprar sua liberdade.
33. Se um . . . ou um . . .se apresentarem como retirados do Caminho do Rei, e mandarem um mercenário como substituto, e também retirarem esta pessoa, então ele ou .... devem ser condenados à morte.
34. Se um . . . ou um . . . danificar a propriedade de um capitão, ferir o capitão, ou tirar deste presentes dados a ele pelo rei, então o.... ou .... devem ser condenados à morte.
35. Se alguém comprar o gado ou ovelhas que o rei fez por bem dar aos seus capitães, este alguém perderá seu dinheiro.
36. O campo, o jardim e a casa do capitão, do homem ou de outrém, não podem ser vendidos.
37. Se comprar o campo, o jardim e a casa do capitão, ou deste homem, a tábua de contrato deve ser quebrada (declarada inválida) e a pessoa perderá dinheiro. O campo, jardim e casa devem retornar a seus donos.
38. Um capitão, homem ou alguém sujeito a despejo não pode responsabilizar por a manutenção do campo, jardim e casa a sua esposa ou filha, nem pode usar este bem para pagar um débito.
39. Ele pode, entretanto, assinalar um campo, jardim ou casa que comprou e que mantém como sua propriedade, para sua esposa ou filha e dar-lhes como débito.
40. Ele pode vender campo, jardim e casa a um agente real ou a qualquer outro agente público, sendo que o comprador terá então o campo, a casa e o jardim para seu usufruto.
41. Se fizer uma cerca ao redor do campo, jardim e casa de um capitão ou soldado, quando do retorno destes, a campo, jardim e casa deverão retornar ao proprietário.
42. Se alguém trabalhar o campo, mas não obtiver colheita dele, deve ser provado que ele não trabalhou no campo, e ele deve entregar os grãos para o dono do campo.
43. Se ele não trabalhar o campo e deixá-lo pior, ele deverá retrabalhar a terra e então entregá-la de volta ao seu dono.
44. Se alguém tomar conta de um campo que não estiver sendo usado e fizer dele terra arável, ele deverá trabalhar a terra, e no quarto ano dá-la de volta a seu proprietário, pagando por cada dez gan (uma medida de área) dez gur de cereais.
45. Se um homem arrendar sua terra por um preço fixo, e receber o preço do aluguel, mas mau tempo prejudicar a colheita, o prejuízo irá cair sobre quem trabalhou o solo.
46. Se ele não receber um preço fixo pelo aluguel de seu campo, mas alugá-lo em metade ou um terço do que colher, os cereais do campo deverá ser dividido proporcionalmente entre o proprietário e aquele que trabalhou a terra.
47. Se a pessoa que trabalhar a terra não for bem sucedida no primeiro ano, e então teve de Ter a ajuda de outros, a esta pessoa o proprietário não apresentará objeções; o campo será cultivado e ele receberá pagamento conforme o acordado.
48. Se alguém tiver um débito de empréstimo e uma tempestade prostrar os grãos ou a colheita for ruim ou os grãos não crescerem por falta d'água, naquele ano a pessoa não precisa dar ao seu credor dinheiro algum, ele devendo lavar sua tábua de débito na água e não pagar aluguel naquele ano.
49. Se alguém tomar dinheiro de um mercador, e der a este mercador um campo para ser trabalhado com cereais ou sésamo e ordenar a ele para plantar cereais ou sésamo no campo, e a colher os grãos. Se o cultivador plantar cereais ou sésamo no campo, a colheita deverá pertencer ao dono do campo e ele deve pagar os cereais como aluguel, pelo dinheiro que recebeu do mercador, e o que o cultivador ganhar, ele deve dar ao mercador.
50. Se ele der um campo cultivado de cereais ou sésamo, os grãos deverão pertencer ao dono do campo, que deve devolver o dinheiro ao mercador como aluguel.
51. Se ele não tiver dinheiro para pagar, então ele deve pagar em cereais ou sésamo ao invés de dinheiro como aluguel pelo que recebeu do mercador, de acordo com as tarifas reais.
52. Se o plantador não plantar cereais ou sésamo no campo, o contrato do devedor não terá atenuantes.
53. Se alguém for preguiçoso demais para manter sua barragem em condições adequadas, não fazendo a manutenção desta: caso a barragem se rompa e todos os campos forem alagados, então aquele que ocasionou tal problema deverá ser vendido por dinheiro, e o dinheiro deve substituir os cereais que ele prejudicou com seu desleixo.
54. Se ele não for capaz de substituir os cereais, então ele e suas posses deverão ser divididos entre os agricultores cujos grãos ele alagou.
55. Se alguém abrir seus canais para aguar seus grãos, mas for descuidado, e a água inundar o campo do vizinho, então ele deverá pagar ao vizinho os grãos que este perdeu.
56. Se alguém deixar entrar água, e a água alagar a plantação do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.
57. Se um pastor, sem a permissão do dono do campo, e sem o conhecimento do dono do rebanho, deixar as ovelhas entrarem neste campo para pastar, então o dono do campo deverá fazer a colheita de seus grãos, e o pastor que deixou pastar ali seu rebanho sem permissão deverá pagar ao proprietário do campo 20 gur de cereais cada 10 gan.
58. Se após os rebanhos tiverem deixado o campo e este Ter ficado em campo comum perto dos portões da cidade, e qualquer pastor deixar os rebanhos pastar lá, este pastor deverá tomar posse do campo no qual seu rebanho está pastando, e na colheita deverá pagar sessenta gur de cereais por cada dez gan.
59. Se qualquer um, sem o conhecimento do dono do jardim, deixar cair uma árvore, esta pessoa deverá pagar 1/2 mina em dinheiro ao proprietário.
60. Se alguém passar um campo a um jardineiro para ele plantar como jardim, se ele trabalhar nesta área e cuidar dela por quatro anos, no quinto ano o proprietário e o jardineiro devem dividir a terra, o proprietário tomando conta de sua parte a partir de então.
61. Se o jardineiro não tiver completado a plantação do campo, deixando parte sem plantar, esta deve ser assinalada a ele como dele.
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2. Se ele não plantar o campo que lhe foi dado como jardim, se for terra arável (para grãos ou sésamo), o jardineiro deverá pagar ao dono para produzir no campo por ano que não produzir, de acordo com o produto dos campos vizinhos, deve colocar o campo em condições de
arabilidade e devolvê-lo a seu dono.
63. Se ele transformar terras ruins em campos aráveis e devolver a terra a seu dono, o dono
deverá pagar a ele por um ano dez gur por dez gan.
64. Se alguém der seu jardim para um jardineiro trabalhar, o jardineiro deverá pagar ao proprietário 2/3 do produto do jardim, e manter para si o 1/3 restante enquanto a terra estiver em sua posse.
65. Se o jardineiro não trabalhar no jardim e o produto não vingar, o jardineiro deve pagar ao proprietário na proporção dos jardins vizinhos.
[Aqui uma parte do texto está faltando, compreendendo trinta e quatro parágrafos]
100. . . . juro pelo dinheiro que tenha recebido, ele dever dar nota, e no dia acordado,
pagar ao mercador.
101. Se não existir acordos mercantis no local onde foi, ele deverá deixar todo dinheiro que recebeu com o intermediário para ser dado ao mercador.
102. Se um mercador confiar dinheiro a um agente para algum investimento, e o agente sofrer uma perda, ele deve ressarcir o capital do mercador.
103. Se, quando em viagem, um inimigo levar dele tudo o que tiver, o intermediário deve jurar ante os deuses que não teve culpa no ocorrido e ser absolvido de qualquer culpa.
104. Se um mercador der a um agente cereais, lã, óleo ou quaisquer outros bens para transporte, o agente deve dar um recibo pela quantia, e compensar o mercador de acordo com o devido. Então ele deve obter um recibo do mercador pelo dinheiro que deve ao primeiro.
105. Se o agente for descuidado e não tomar recibo pelo dinheiro que deu ao mercador, ele não poderá considerar o dinheiro não recebido como seu.
106. Se o agente aceitar dinheiro do mercador, mas brigar com ele (o mercador negando o
recibo), então o mercador deve jurar ante os deuses que deu dinheiro ao agente, e o agente deverá pagar ao mercador três vezes a soma devida.
107. Se o mercador enganar o agente, devolvendo ao dono o que lhe foi confiado, mas o mercador negar o recebimento do que for devolvido a ele, o agente deve condenar o mercador ante os deuses e juizes, e se ele ainda negar recebimento do que o agente lhe deu, ele deverá pagar seis vezes mais o total ao agente.
108. Se uma dona de taverna não aceitar grãos de acordo com o peso bruto em pagamento por bebida, mas aceitar dinheiro, e o preço da bebida por menor do que o dos grãos, ela deverá ser condenada e atirada na água.
109. Se conspiradores se encontrarem na casa de um dono de taverna, e estes conspiradores não forem capturados e levados à corte, o dono da taverna deverá ser condenado à morte.
110. Se uma irmã de um deus abrir uma taverna ou entrar numa taverna para beber, então esta mulher deverá ser condenada à morte.
111. Se uma estalajadeira fornecer sessenta ka de usakani (bebida) para... ela deverá receber cinqüenta ka de cereais na colheita.
112. Se durante uma jornada, a alguém forem confiados prata, ouro, pedras preciosas ou outra propriedade móvel de outrém, e o dono quiser reaver o que é seu: se este alguém não trouxer toda a propriedade no local apropriado e se apropriar dos bens para seu próprio uso, então esta pessoa deverá ser condenada, e terá de pagar cinco vezes o valor daquilo que foi confiado a ele.
113. Se alguém tiver um depósito de cereais ou dinheiro, e tomar do depósito ou caixa sem o conhecimento do dono, aquele que retirou algo do depósito ou caixa sem o conhecimento do proprietário deve ser legalmente condenado, e pagar os cereais que pegou. Ele deve também perder qualquer comissão que lhe fosse devida.
114. Se alguém tiver uma demanda por cereais ou dinheiro com relação ao outrém e tentar obter o que lhe é devido à força, este alguém deverá pagar 1/3 de mina em prata em cada caso.
115. Se alguém tiver uma demanda por cereais ou dinheiro com relação ao outrém e levar este outrém à prisão: se a pessoa morrer na prisão por causas naturais, o caso se encerra ali.
116. Se o prisioneiro morrer na prisão por mau tratamento, o chefe da prisão deverá condenar o mercador frente ao juiz. Caso o prisioneiro seja um homem livre, o filho do mercador deverá ser condenado à morte; se ele era um escravo, ele deverá pagar 1/3 de uma mina em outro, e o chefe de prisão deve pagar pela negligência.
117. Se alguém não cumprir a demanda por um débito, e tiver de se vender, ou à sua esposa, seu filho e filha por dinheiro ou tiver de dá-los para trabalhos forçados: eles deverão trabalhar por três anos na casa de quem os comprou, ou na casa do proprietário, mas no quarto ano eles deverão ser libertados.
118. Se ele der um escravo ou uma escrava para trabalhos forçados, e o mercador sublocá-los, ou vendê-los por dinheiro, tal ato será permitido.
119. Se alguém não pagar um débito, e vender uma criada que lhe deu filhos, por dinheiro, o dinheiro que o mercador pagou deverá ser devolvido e pago pela liberdade da escrava.
120. Se alguém armazenar cereais por segurança na casa de outrém e danos acontecerem durante a estocagem, ou se o proprietário da casa usar parte dos cereais, ou se especialmente ele negar que os cereais estão armazenados consigo, então o proprietário dos grãos deverá reclamar os cereais ante aos deuses (sob juramento), e o proprietário da casa deverá pagar pelos grãos que tomou para si.
121. Se alguém armazenar cereais na casa de outrém, ele deverá pagar pela armazenagem na taxa de um gur para cada cinco ka de cereais ao ano.
122. Se alguém der a outrém prata, ouro, ou outra coisa qualquer para guardar, isto deverá ser feito ante testemunhas e um contrato, e só então este alguém deve dar seus bens para serem guardados pela pessoa designada.
123. Se ele der seus bens para outrém guardar mas sem a presença de testemunhas ou contrato, se a pessoa que estiver guardando seus bens negar o fato, então o primeiro não poderá reclamar legitimamente o que é seu.
124. Se alguém entregar prata, ouro ou outro bem para ser guardado por outrém ante uma testemunha, mas aquele que estiver guardando estes bens negar o fato, um juiz será chamado, e aquele que negou Ter algo sob sua guarda deverá pagar tudo o que deve ao primeiro.
125. Se alguém colocar sua propriedade com outrém por razões de segurança, e houver roubo, sendo sua propriedade ou a do outro homem perdida, o dono da casa onde os bens estavam sendo guardados deverá pagar uma compensação ao primeiro. O dono da casa deverá tentar por todos os meios recuperar sua propriedade, restabelecendo assim a ordem.
126. Se alguém que não tiver perdido suas mercadorias disser que elas foram perdidas e inventar mentiras, se ele clamar seus bens e extensão dos danos frente aos deuses, ele deverá ser totalmente compensado pelas perdas reclamadas.
127. Se alguém "apontar o dedo" (enganar) a irmã de um deus ou a esposa de outro alguém e não puder provar o que disse, esta pessoa deve ser levada frente aos juizes e sua sobrancelha deverá ser marcada.
128. Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será esposa dele.
129. Se a esposa de alguém for surpreendida em flagrante com outro homem, ambos devem ser amarrados e jogados dentro d'água, mas o marido pode perdoar a sua esposa, assim como o rei
perdoa a seus escravos.
130. Se um homem violar a esposa (prometida ou esposa-criança) de outro homem, o violador deverá ser condenado à morte, mas a esposa estará isenta de qualquer culpa.
131. Se um homem acusar a esposa de outrém, mas ela não for surpreendida com outro homem, ela deve fazer um juramento e então voltar para casa.
132. Se o "dedo for apontado" para a esposa de um homem por causa de outro homem, e ela não
for pega dormindo com o outro homem, ela deve pular no rio por seu marido.
133. Se um homem for tomado como prisioneiro de guerra, e houver sustento em sua casa, mas
mesmo assim sua esposa deixar a casa por outra, esta mulher deverá ser judicialmente condenada e atirada na água.
134. Se um homem for feito prisioneiro de guerra e não houver quem sustente sua esposa, ela deverá ir para outra casa, e a mulher estará isenta de toda e qualquer culpa.
135. Se um homem for feito prisioneiro de guerra e não houver quem sustente sua esposa, ela deverá ir para outra casa e criar seus filhos. Se mais tarde o marido retornar e voltar à casa, então a esposa deverá retornar ao marido, assim como as crianças devem seguir seu pai.
136. Se fugir de sua casa, então sua esposa deve ir para outra casa. Se este homem voltar e
desejar Ter sua esposa de volta, por que ele fugiu, a esposa não precisa retornar a seu
marido.
137. Se um homem quiser se separar de uma mulher ou esposa que lhe deu filhos, então ele deve dar de volta o dote de sua esposa e parte do usufruto do campo, jardim e casa, para que ela possa criar os filhos. Quando ela tiver criado os filhos, uma parte do que foi dado aos filhos deve ser dada a ela, e esta parte deve ser igual a de um filho. A esposa poderá então se casar com quem quiser.
138. Se um homem quiser se separar de sua esposa que lhe deu filhos, ele deve dar a ela a quantia do preço que pagou por ela e o dote que ela trouxe da casa de seu pai, e deixá-la partir.
139. Se não tiver havido preço de compra, ele deverá dar a ela uma mina em outro como presente de libertação..
140. Se ele for um homem livre, deverá dar a ela 1/3 de uma mina em ouro.
141. Se a esposa de um homem, que vive em sua casa, desejar partir, mas incorrer em débito e tentar arruinar a casa deste homem, negligenciando-o, esta mulher deverá ser condenada. Se seu marido oferecer-lhe a liberdade, ela poderá partir, mas ele poderá nada lhe dar em troca. Se o marido não quiser dar a liberdade a esta mulher, esta deverá permanecer como criada na casa de seu marido.
142. Se uma mulher brigar com seu marido e disser "Você não é compatível comigo", as razões do desagrado dela para com ele devem ser apresentadas. Caso ela não tiver culpa alguma e não houver erro de conduta no seu comportamento, ela deverá ser eximida de qualquer culpa. Se o marido for negligente, a mulher será eximida de qualquer culpa, e o dote desta mulher deverá ser devolvido, podendo ela voltar para casa de seu pai.
143. Se ela não for inocente, mas deixar seu marido e arruinar sua casa, negligenciando seu marido, esta mulher deverá ser jogada na água.
144. Se um homem tomar uma esposa e esta der ao seu marido uma criada, e esta criada tiver filhos dele, mas este homem desejar tomar outra esposa, isto não deverá ser permitido, e que ele não possa tomar uma segunda esposa.
145. Se um homem tomar uma esposa e esta não lhe der filhos, e a esposa não quiser que o marido tenha outra esposa, se ele trouxer uma segunda esposa para a casa, a segunda esposa não deve ter o mesmo nível de igualdade do que a primeira.
146. Se um homem tomar uma esposa e ela der a este homem uma criada que tiver filhos deste homem, então a criada assume posição de igualdade com a esposa. Porque a criada deu filhos a seu patrão, ele não pode vendê-la por dinheiro, mas ele pode mantê-la como escrava, entre os criados da casa. 147. Se ela não tiver dado filhos a este homem, então sua patroa poderá vendê-la por dinheiro.
148. Se um homem tomar uma esposa, e ela adoecer, se ele então desejar tomar uma Segunda esposa, ele não deverá abandonar sua primeira esposa que foi atacada por uma doença, devendo mantê-la em casa e sustentá-la na casa que construiu para ela enquanto esta mulher viver.
149. Se esta mulher não desejar permanecer na casa de seu marido, então ele deve compensá-la pelo dote que ela trouxe consigo da casa de seu pai, e então ela poderá ir-se embora.
150. Se um homem der à sua esposa um campo, jardim e casa e um dote, e se após a morte deste homem os filhos nada exigirem, então a mãe pode deixar os bens para os filhos que preferir, não precisando deixar nada para os irmãos do falecido.
151. Se uma mulher que viveu na casa de um homem fizer um acordo com seu marido que nenhum credor pode prendê-la, ela tendo recebido um documento atestando este fato. Se tal homem incorrer em débito, o credor não poderá culpar a mulher por tal fato. Mas se a mulher,
antes de entrar na casa deste homem, tenha contraído um débito, seu credor não pode prender
o marido por tal fato.
152. Se após a mulher Ter entrado na casa deste homem, ambos contraírem um débito, ambos
devem pagar ao mercador.
153. Se a esposa de um homem tiver matado por outro homem a esposa de outrém, os dois deverão ser condenados à morte.
154. Se um homem for culpado de incesto com sua filha, ele deverá ser exilado.
155. Se um homem prometer uma donzela a seu filho e seu filho ter relações com ela, mas o pai também tiver relações com a moça, então o pai deve ser preso e ser atirado na água para se afogar.
156. Se um homem prometer uma donzela a seu filho, sem que seu filho a conheça, e se então ele a deflorar, ele deverá pagar a ela ½ mina em outro, e compensá-la pelo que fez a casa do pai dela. Ela poderá casar com o homem de seu coração.
157. Se alguém for culpado de incesto com sua mãe depois de seu pai, ambos deverão ser queimados.
158. Se alguém for surpreendido por seu pai com a esposa de seu chefe, este alguém deverá ser expulso da casa de sul pai.
159. Se alguém trouxer uma amante para dentro da casa de seu sogro, e, tendo o pago o preço de compra, disser para o sogro " Não quero mais sua filha", o pai da moça deverá ficar com todos os bens que este alguém tenha trazido consigo.
160. Se alguém trouxer uma amante para dentro da casa de seu sogro, e, tendo o pago o preço de compra, (por sua esposa), e se o pai da moça disser a ele "Eu não te darei minha filha", o homem terá de devolver a moça a seu pai.
161. Se um homem trouxer uma amante para a casa de seu sogro e tiver pago o "preço de compra", se então seu amigo o enganar [com a moça] e seu sogro disser ao jovem esposo "Você não deve se casar com minha filha", a este jovem deve ser dado de volta tudo o que trouxe consigo, sendo que o amigo não poderá se casar com a moça
162. Se um homem casar com uma mulher, e esta lhe der filhos, se esta mulher falecer, então o pai dela não terá direito ao dote desta moça, pois tal dote pertencerão aos filhos dela.
163. Se um homem casar com uma mulher, e esta não lhe der filhos, se esta mulher morrer, e se o preço de compra que ele pagou para seu sogro for pago ao sogro, o marido não terá direito ao dote desta mulher, pois ele pertencerá à casa do pai dela.
164. Se seu sogro não pagar a este homem a quantia do "preço de compra", ele deverá subtrair a quantia relativa ao preço de noiva do dote e então pagar o remanescente ao pai da esposa falecida.
165. Se um homem der a um dos filhos que prefere um campo, um jardim e uma casa, se mais tarde o pai morrer, e os irmãos dividirem a propriedade, então os irmãos devem dar em primeiro lugar o presente do pai ao irmão, dividindo o restante da propriedade paterna entre si.
166. Se um homem tomar esposas para seu filho, mas nenhuma esposa para seu filho menor, e então se este homem morrer: se os filhos dividirem seus bens, eles devem deixar de lado uma parte do dinheiro para "o preço de compra" para o irmão menor que ainda não tomou esposa, e
assegurar uma esposa para si.
167. Se um homem casar com uma mulher e ela der-lhe filhos: caso esta mulher morrer e ele tomar outra esposa e esta Segunda esposa der-lhe filhos: se o pai morrer, então os filhos não devem repartir a propriedade de conforme as mães que tiverem. Eles devem dividir os dotes de suas mães da seguinte forma: os bens do pai devem ser divididos igualmente entre todos eles.
168. Se um homem desejar expulsar seu filho para fora de sua casa e declarar frente ao juiz que "Quero expulsar meu filho de casa", então o juiz deve examinar as razões deste homem. Se o filho for culpado de falta pequena, então o pai não deve expulsá-lo.
169. Se ele for culpado de falta grave, pela qual deve ser cortada a relação filial, caso esta falta ocorrer pela primeira vez, o pai deverá perdoar o filho; mas se este for culpado por ofensa grave pela Segunda vez, então o pai pode acabar com a relação filial que tem com seu filho.
170. Se uma esposa der filhos a um homem, assim como a criada deste homem tiver tido filhos dele, e o pai destas crianças enquanto vivo tiver reconhecido estes filhos, caso este pai falecer, então os filhos da esposa e da criada devem dividir os bens paternos entre si. O filho da esposa é quem deve fazer a divisão e efetuar as escolhas.
171. Se, entretanto, este pai não tiver reconhecido seus filhos com a criada, e então vier a falecer, os filhos da criada não deverão compartilhar os bens paternos com os filhos da esposa, mas a eles e sua mãe será garantida a liberdade. Os filhos da esposa não terão o direito de escravizar os filhos da criada. A esposa deve tomar seu dote (dado por seu pai) e os presentes que seu marido lhe deu (separados do dote, ou o dinheiro de compra pago a seu pai), podendo a esposa viver na casa do marido por toda vida, desde que use a casa e não a venda. O que a esposa deixar, deve pertencer a seus filhos e filhas.
172. Se seu marido não lhe deu presentes, a esposa deverá receber uma compensação como parte da herança do marido, igual a de um filho. Se os filhos dela forem maus e a forçarem para fora de casa, o juiz deve examinar o caso, e se os filhos estiverem em falta, a mulher não deverá deixar a casa de seu marido. Se ela desejar deixar a casa, ela deve deixar a seus filhos os presentes que recebeu do falecido marido, mas poderá levar seu dote consigo. Então ela poderá casar com o homem de seu coração.
173. Se esta mulher der filhos ao seu segundo marido, e então morrer, então os filhos do casamento anterior e os filhos do casamento atual devem dividir o dote de sua mãe entre si.
174. Se ela não tiver filhos do segundo marido, os filhos do primeiro marido deverão herdas o dote.
175. Se um escravo do estado ou o escravo de um homem livre casar com a filha de um homem livere, e nascerem filhos, o dono do escravo não terá o direito de escravizar os filhos e filhas deste.
176. Se, entretanto, um escravo do estado ou escravo de um homem livre casar com a filha de um homem livre, e após o casamento ela trouxer um dote da casa de seu pai, se então os dois gozarem deste dote e fundarem um lar, e acumularem meios, se então o escravo morrer, a esposa deve tomar o dote para si e tudo o que ela e seu marido trabalharam para obter; ela deverá dividir os bens em duas partes? 1/2 para o dono do escravo e a outra metade para seus filhos.
177. Se uma viúva, cujos filhos forem pequenos, desejar entrar para uma outra casa (casar-se novamente), ela não deverá fazer isto sem o conhecimento do juiz. Se ela entrar numa outra casa, o juiz deve examinar o estado da casa de seu primeiro marido. Então a casa do primeiro marido será dada em confiança ao segundo marido e a viúva será a sua administradora. Um registro deve ser feito do ocorrido. Esta mulher deverá manter a casa em ordem, criar as crianças que houverem e não vender o que estiver dentro da casa. Aquele que comprar os utensílios dos filhos de uma viúva deverá perder seu dinheiro, e os bens restituídos a seus donos.
178. Se uma mulher devotada ou uma sacerdotisa, a quem o pai tenha dado um dote e um bem, mas se neste bem não esteja dito que ela possa dispor dele como bem o quiser, ou que tenha direito de fazer o que bem entender com o bem, e então morrer seu pai, então os irmãos dela
devem manter para esta moça o campo e o jardim, dando a ela cereais, óleo e leite, de acordo com a porção que lhe for devida, para satisfazer à irmã. Se os irmãos dela não lhe derem cereais, óleo e leite de acordo com a cota dela, então o campo e o jardim devem dar o sustento a esta moça. Ela deve Ter o usufruto do campo e do jardim e de tudo o que seu pai lhe deixou, ao longo de toda vida, mas ela não pode vender suas propriedades para outros. Sua posição de herança deve pertencer a seus irmãos.
179. Se uma "irmã de um deus" ou sacerdotisa receber um presente de seu pai, e estiver explicitamente escrito que ela pode dispor deste bem conforme seus desejos, caso o pai venha a falecer, então ela poderá deixar a propriedade para quem ela quiser. Os irmãos desta moça não terão direito de levantar queixa alguma a respeito dos direitos da moça.
180. Se um pai der um presente para sua filha - que possa casar ou não, uma sacerdotisa - e então morrer, ela deverá receber sua porção dos bens do pai, e gozar de seu usufruto enquanto viver. Sua propriedade, porém, pertence aos irmãos dela.
181. Se um pai der sua filha como donzela do templo ou virgem do templo aos deuses e não lhe der presente algum, se este pai morrer, então a moça deve receber 1/3 de sua parte como filha da herança de seu pai e gozar o usufruto enquanto viver. Mas sua propriedade pertence a seus irmãos.
182. Se um pai der sua filha como esposa de Marduk da Babilônia e não lhe der presente algum, se o pai desta moça morrer, então ela deverá receber 1/3 de sua parte como filha de seu pai, mas Marduk pode deixar a propriedade dela para quem ela o desejar.
183. Se um homem der à sua filha por uma concubina um dote, um marido e um lar, se este pai morrer, então a moça não deverá receber bem algum das posses de seu pai.
184. Se um homem não der dote à sua filha por uma concubina: caso este pai morrer, seu irmão deverá dar a ela um dote, de acordo com as posses de seu pai, assegurando um marido para esta moça.
185. Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho crescido não poderá ser reclamado por outrém.
186. Se um homem adotar uma criança e esta criança ferir seu pai ou mãe adotivos, então esta criança adotada deverá ser devolvida à casa de seu pai.
187. O filho de uma concubina a serviço do palácio ou de uma hierodula não pode ser pedido de volta.
188. Se um artesão estiver criando uma criança e ensinar a ela sua habilitação, a criança não poderá ser devolvida.
189. Se ele não tiver ensinado à criança sua arte, o filho adotado poderá retornar à casa de seu pai.
190. Se um homem não sustentar a criança que adotou como filho e criá-lo com outras crianças, então o filho adotivo pode retornar à casa de seu pai.
191. Se um homem, que tenha adotado e criado um filho, fundado um lar e tido filhos, desejar desistir de seu filho adotivo, este filho não deve simplesmente desistir de seus direitos. Seu pai adotivo deve dar-lhe parte da legítima, e só então o filho adotivo poderá partir, se quiser. Ele não deve dar, porém, campo, jardim ou casa a este filho.
192. Se o filho de uma amante ou prostituta disser ao seu pai ou mãe adotivos: "Você não é meu pai ou minha mãe", ele deverá Ter sua língua cortada.
193. Se o filho de uma amante ou prostituta desejar a casa de seu pai, e desertar a casa de seu pai e mãe adotivos, indo para casa de seu pai, então o filho deverá Ter seu olho arrancado.
194. Se alguém der seu filho para uma ama (babá) e a criança morrer nas mãos desta ama, mas a ama, com o desconhecimento do pai e da mãe, cuidar de outra criança, então eles devem acusá-la de estar cuidando de uma outra criança sem o conhecimento do pai e da mãe. O castigo desta mulher será Ter os seus seios cortados.
195. Se um filho bater em seu pai, ele terá suas mãos cortadas.
196. Se um homem arrancar o olho de outro homem, o olho do primeiro deverá ser arrancado
197. Se um homem quebrar o osso de outro homem, o primeiro terá também seu osso quebrado.
198. Se ele arrancar o olho de um homem livre, ou quebrar o osso de um homem livre, ele deverá pagar uma mina em ouro.
199. Se ele arrancar o olho do escravo de outrém, ou quebrar o osso do escravo de outrém, ele deve pagar metade do valor do escravo.
200. Se um homem quebrar o dente de um seu igual, o dente deste homem também deverá ser quebrado [ Dente por dente];
201. Se ele quebrar o dente de um homem livre, ele deverá pagar 1/3 de uma mina em ouro.
202. Se alguém bater no corpo de um homem de posição superior, então este alguém deve receber 60 chicotadas em público.
203. Se um homem que nasceu livre bater no corpo de outro homem seu igual, ele deverá pagar uma mina em ouro.
204. Se um homem livre bater no corpo de outro homem livre, ele deverá pagar 10 shekels em dinheiro.
205. Se o escravo de um homem livre bater no corpo de outro homem livre, o escravo deverá Ter sua orelha arrancada.
206. Se durante uma briga um homem ferir outro, então o primeiro deve jurar que "Eu não o feri de propósito" e pagar o médico para aquele a quem machucou.
207. Se o homem morrer deste ferimento, aquele que o feriu deve proferir o mesmo juramento, e se o falecido tiver sido um homem livre, o outro deverá pagar 1/2 mina de ouro em dinheiro.
208. Se ele era um homem liberto, ele deverá pagar 1/3 de uma mina.
209. Se um homem bater numa mulher livre e ela perder o filho que estiver esperando, ele deverá pagar 10 shekels pela perda dela.
210. Se a mulher morrer, a filha deste homem deve ser condenada à morte.
211. Se uma mulher de classe livre perder seu bebê por terem batido nela, a pessoa que bateu deverá pagar cinco shekels em dinheiro à mulher.
212. Se esta mulher morrer, ele deverá pagar 1/2 mina.
213. Se ele bater na criada de um homem, e ela perder seu bebê, ele deverá pagar 2 shekels
em dinheiro.
214. Se esta criada morrer, ele deverá pagar 1/3 de mina.
215. Se um médico fizer uma grande incisão com uma faca de operações e curar o paciente, ou se ele abrir um tumor (em cima do olho) com uma faca de operações, e salvar o olho, o médico deverá receber 10 shekels em dinheiro.
216. Se o paciente for um homem livre, ele receberá cinco shekels.
217. Se ele for o escravo de alguém, seu proprietário deve dar ao médico 2 shekels.
218. Se um médico fizer uma larga incisão com uma faca de operações e matar o paciente, ou abrir um tumor com uma faca de operações e cortar o olho, suas mãos deverão ser cortadas.
219. Se um médico fizer uma larga incisão no escravo de um homem livre, e matá-lo, ele deverá substituir o escravo por outro.
220. Se ele tiver aberto o tumor com uma faca de operações e Ter tirado o olho (do tumor) ele deverá ser pago a metade do valor contratado.
221. Se um médico curar um osso quebrado ou uma parte maleável do corpo humano, o paciente
deverá pagar ao médico cinco shekels em dinheiro.
222. Se ele for um homem libertado, ele deverá pagar três shekels.
223. Se ele for um escravo, seu dono deverá pagar ao médico dois shekels.
224. Se um cirurgião veterinário fizer uma operação importante num asno ou boi e efetuar a cura, o proprietário deverá pagar ao veterinário 1/6 de um shekel como honorário.
225. Se um cirurgião veterinário fizer uma operação importante num asno ou boi e matar o animal, ele deverá pagar ao dono 1/4 do valor do animal que morreu
226. Se um barbeiro, sem o conhecimento de seu dono, cortar o sinal de escravo num escravo que não seja para ser vendido, as mãos deste barbeiro deverão ser decepadas.
227. Se alguém enganar um barbeiro, e fazê-lo marcar um escravo que não está à venda com o sinal de escravo, este alguém deverá ser condenado à morte, e enterrado na sua casa. O barbeiro deverá jurar "Eu não fiz esta ação de propósito" para ser eximido de culpa.
228. Se um construtor construir uma casa para outrem e completá-la, ele deverá receber dois shekels em dinheiro por cada sar de superfície.
229 Se um construtor construir uma casa para outrem, e não a fizer bem feita, e se a casa cair e matar seu dono, então o construtor deverá ser condenado à morte.
230. Se morrer o filho do dono da casa, o filho do construtor deverá ser condenado à morte.
231. Se morrer o escravo do proprietário, o construtor deverá pagar por este escravo ao
dono da casa.
232. Se perecerem mercadorias, o construtor deverá compensar o proprietário pelo que foi arruinado, pois ele não construiu a casa de forma adequada, devendo reerguer a casa às suas próprias custas.
233. Se um construtor construir uma casa para outrém, e mesmo a casa não estando completa, as paredes estiveram em falso, o construtor deverá às suas próprias custas fazer as paredes da casa sólidas e resistentes.
234. Se um armador construir um barco de 60 gur para outrém, ele deve ser pago uma taxa de 2 shekels em dinheiro.
235. Se um armador (construtor de navios) construir um barco para outrém, e não fizer um bom serviço, se durante o mesmo ano aquele barco ficar à deriva ou for seriamente danificado, o armador deverá consertar o barco às suas próprias custas. O barco consertado deve ser restituído ao dono intacto.
236. Se um homem alugar seu barco para um marinheiro, e o marinheiro for descuidado, danificando o barco ou perdendo-o à deriva, o marinheiro deve dar ao dono do barco outro barco como compensação.
237. Se um homem contratar um marinheiro e seu barco, e dotá-lo de roupas, óleo, tâmaras e outras coisas do tipo necessário e/ou adequado para a embarcação; se o marinheiro for descuidado, o barco danificado, e seu conteúdo arruinado, então o marinheiro deve compensar
o proprietário pelo barco que foi danificado e por todo seu conteúdo.
238. Se um marinheiro estragar a nau de outrém, mas tentar salvá-la, ele deverá pagar a metade do valor da nau em dinheiro.
239. Se um homem alugar um marinheiro, tal homem deverá pagar ao marinheiro seis gur de cereais por ano
240. Se um mercador for de encontro a um navio mercante e danificá-lo, o mestre do navio que foi danificado deve procurar justiça frente aos deuses; aquele que danificou o navio deve compensar o dono do barco por tudo o que foi danificado.
241. Se alguém forçar o gado a fazer trabalho forçado, ele deve pagar 1/3 de mina em dinheiro.
242. Se alguém contratar gado por um ano, ele deverá pagar 4 gur de cereais por gado a ser usado para arar a terra.
243. Como aluguel pelo rebanho de gado, ele deverá pagar 3 gur de cereais ao proprietário.
244. Se alguém contratar um boi ou um asno, e o animal for morto por um leão, a perda será do proprietário.
245. Se alguém contratar gado, e animais morrerem por mal tratamento, a pessoa deverá compensar o proprietário, animal por animal.
246. Se um homem contratar um boi e este animal tiver sua perna quebrada ou cortado o ligamento do pescoço, este homem deve compensar o proprietário com outro boi [boi por boi, cabeça por cabeça].
247. Se alguém contratar um boi, e este Ter seu olho arrancado, este alguém terá de pagar ao proprietário 1/3 do valor do boi.
248. Se alguém contratar um animal, e este tiver seu chifre quebrado ou a cauda cortada ou o focinho ferido, a pessoa deverá pagar 1/4 do valor do animal para o proprietário em dinheiro.
249. Se alguém contratar um animal e os deuses matarem-no, o homem que assinou o contrato deverá jurar pelos deuses que não é culpado por tal fato.
250. Se quando o animal estiver passando na rua, alguém puxá-lo e em decorrência deste fato o animal matar uma pessoa, o proprietário não poderá fazer queixas contra o ocorrido.
251. Se o animal for selvagem, e provar que assim o é, e não tiver seus chifres ligados ou estiver sempre na canga, e o animal matar um homem livre, o dono deverá pagar 1/2 de mina em dinheiro.
252. Se ele matar o escravo de alguém, deverá pagar 1/3 de uma mina.
253. Se alguém fizer um acordo com outrém para cuidar de seu campo, der-lhe semente, confiar-lhe gado e fazê-lo cultivar a terra, e esta pessoa roubar os cereais ou plantas, tomando-os para si, as mãos deste indivíduo deverão ser cortadas.
254. Se ele pegar para si as sementes de cereais, e não usar o gado, tal homem deverá compensar o proprietário pelos cereais usados.
255. Se ele sublocar o melhor do gado ou as sementes de cereais, nada plantando no campo, ele deverá ser condenado, e por cada 100 gan ele deverá pagar 60 gur de cereais.
256. Se sua comunidade não pagar por ele, então ele deverá ser posto no campo com o gado (para trabalhar).
257. Se alguém contratar um trabalhador, ele deve receber 8 gur de cereais por ano.
258. Se alguém contratar um carreteiro, ele deve receber 6 gur de cereais por ano.
259. Se alguém roubar a um moinho do campo, ele deverá pagar cinco shekels em dinheiro ao
proprietário.
260. Se alguém roubar um shadduf (usado para retirar água de um rio ou canal) ou um arado,
ele deverá pagar 3 shekels em dinheiro.
261. Se alguém contratar um pastor para gado ou ovelhas, o pastor deverá receber 8 gur cereais por ano.
262. Se alguém, uma vaca ou ovelhas . . .
263. Se ele matar o gado ou ovelhas que leh foram dados, ele deverá compensar o proprietário com gado por gado, ovelha por ovelha.
264. Se um pastor a quem foram dados gado e ovelhas para cuidar e que tenha recebido o que lhe é devido, e estiver satisfeito, diminuir o número de ovelhas ou gado, ou fizer menor a taxa de natalidade destes animais, ele deve apresentar compensações pelas perdas ou ganhos para que nada se perca no contrato celebrado.
265. Se um pastor a quem foram dados gado e ovelhas para cuidar, for culpado de fraude ou negligência com relação ao crescimento natural do rebanho, ou se ele vender os rebanhos por dinheiro, ele deverá ser então condenado e pagar ao proprietário dez vezes mais o valor das perdas.
266. Se um animal for morto no estábulo pela vontade de Deus (um acidente), ou se for morto por leão, o pastor deve declarar sua inocência ante Deus, e o proprietário arcará com as perdas do estábulo.
267. Se o pastor se descuidar, e um acidente acontecer no estábulo, então o pastor incorre em falta pelo acidente que causou, e deve compensar o proprietário pelo gado ou ovelhas.
268. Se alguém contratar um boi para a debulha, o pagamento pela contratação será de 20 ka de cereais.
269. Se ele contratar um asno para a debulha, o preço da contratação será de 20 ka de cereais
270. Se ele contratar um animal jovem para a debulha, o preço será 10 ka de cereais.
271. Se alguém contratar gado, carretas e carreteiro, ele deverá pagar 180 ka de cereais por dia.
272. Se alguém contratar somente uma carreta, ele deverá pagar 40 ka de cereais por dia.
273. Se alguém contratar um trabalhador, ele deverá pagar este trabalhador do Ano Novo até o quinto mês (abril a agosto), quando os dias são longos e o trabalho duro, seis gerahs em dinheiro por dia; a partir do sexto mês, até o final do ano, ele deverá dar ao trabalhador cinco gerahs por.
274. Se alguém contratar um artesão habilidoso, ele deverá pagar como salário de ..... cinco gerhas, de ..... gerahs como salário para um ceramista, de alfaiate cinco gerahs, de um artesão de cordas quatro gerahs, de um construtor.... gerahs por dia. 275. Se alguém alugar uma nau para fretes, ele deverá pagar 3 gerahs em dinheiro por dia.
276. Se ele alugar uma nau para fretes, ele deverá pagar 2 ½ gerhas por dia. 277. Se alguém alugar uma nau de 60 gur, ele deverá pagar 1/6 de um shekel como aluguel por dia.
275. Se alguém alugar um barco mercante, ele deverá pagar 3 gerahs por dia.
276. Se alguém alugar um navio de frete, ele deverá pagar 2 1/2 gerahs por dia.
277. Se alguém alugar um navio de sessenta gur, ele deverá pagar 1/6 de shekel em dinheiro de aluguel por dia.
278. Se alguém comprar um escravo homem ou mulher, e antes de um mês Ter se passado, aparecer a doença de bens, este alguém deverá devolver o escravo ao vendedor, e receber todo dinheiro que pagou por tal escravo.
279. Se alguém comprar um escravo homem ou mulher, e uma terceira parte reclamar da compra, o vendedor deverá responder pelo ocorrido.
280. Se quando num país estrangeiro um homem comprar um escravo homem ou mulher que pertencer a outra pessoa de seu próprio país, quando este retornar ao seu país e o dono reconhecer seus escravos, caso os escravos forem nativos daquele país, este alguém deverá restituir os escravos sem receber nada em troca.
281. Se os escravos forem de outro país, o comprador deverá declarar a quantia de dinheiro paga ao mercador, e manter o escravo ou escrava consigo.
282. Se um escravo disser a seu patrão " Não és meu mestre", e for condenado, seu mestre
deve cortar a orelha do escravo.
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EPÍLOGO
Epílogo das Leis de justiça que Hamurabi, o rei sábio, estabeleceu. Uma lei de direito, estatuto piedoso ele ensinou à terra. Hamurabi, o rei protetor sou eu. Não me eximi dos homens, quando Bel me concedeu tal tarefa, com o poder que Marduk a mim concedeu, não fui negligente, mas fiz deste um instrumento da paz. Expus todas as grandes dificuldades, fazendo a luz brilhar sobre elas. Com as armas poderosas que Zamama e Ishtar a mim confiaram, com a visão apurada que a mim foi dada por Enki, com a sabedoria que me foi contemplada por Marduk, tenho derrotado os inimigos das alturas e das profundezas (ao norte e ao sul), dominado a terra, trazido prosperidade, garantido a segurança das pessoas em suas casas, pois os que perturbam a ordem não são permitidos. Os grandes deuses me chamaram, sou o pastor que traz a salvação, cujo bordão é ereto, a boa sombra que se espalha sobre minha cidade. Do fundo do meu coração, amo a todos os habitantes da terra da Suméria e Acádia; em meu refúgio, deixo-os repousar em paz, na minha profunda sabedoria eu os protejo. Para que o forte não prejudique o mais fraco, a fim de proteger as viúvas e os órfãos, ergui a Babilônia, a cidade onde Anu e Bel reinam poderosos, no Esagila, o Templo, cujas fundações são tão firmes quanto o céu e a terra, para falar de justiça a toda terra, para resolver todas as disputas e sanar todos os ferimentos, elaborei estas palavras preciosas, escritas sobre meu memorial de pedra, ante minha imagem, como rei de tudo o que é certo e direito. O rei que governa dentre os reis das cidades, este sou eu. Minhas palavras são tidas em alta conta; não há sabedoria que à minha se compare. Pelo comando de Shamash, o grande juiz do céu e da terra, que a retidão se espalhe por sobre a terra; por ordem de Marduk, meu senhor, que a destruição não toque meu monumento. No Esagila, que adoro, que meu nome seja para sempre repetido; que o oprimido que tenha um caso com a lei, venha e fique diante desta minha imagem como rei da retidão; que ele leia a inscrição e compreenda minhas palavras preciosas. A inscrição irá explicar seu caso para ele; ele irá descobrir o que é justo, seu coração se alegrará, e ele dirá: "Hamurabi é um governante que é um pai para seus súditos, reverente às palavras de Marduk, que obtém vitórias para Marduk de Norte a Sul, que alegra o coração de Marduk, seu senhor, que concedeu dons perenes para seus súditos e estabeleceu a ordem na terra. Quando ele ler os registros, que ele faça uma prece de todo coração para Marduk, meu senhor, e Zarpanit, minha senhora; e então, que os deuses e deusas protetores, que freqüentam o Esagila, graciosamente concedam os desejos apresentados aqui diarimente diante de Marduk, meu senhor e Zarpanit, minha senhora. No futuro, através das gerações vindouras, que o rei deste tempo observe as palavras de retidão que escrevi no meu monumento; que ele não altere a lei que dei a esta terra, os éditos que redigi, e que meu monumento não pertença ao esquecimento. Se tal governante tiver sabedoria e for capaz de manter a ordem nesta terra, ele deverá observar as palavras que tenho escrito nesta inscrição; as regras, estatutos e leis da terra me foram dadas; as decisões que tomei serão mostradas por esta inscrição; que tal monarca governe seus súditos da mesma forma, que fale da justiça para seu povo, que tome as decisões certas, elimine os delinqüentes e criminosos da terra, e garanta prosperidade a seus súditos. Hamurabi, o rei de tudo o que é correto, a quem Shamash conferiu as leis, este sou eu. Minhas palavras são levadas em consideração, meus feitos são inigualáveis; para rebaixar aqueles que se consideravam poderosos em vão, para humilhar os orgulhosos, acabar com a insolência. Se um futuro monarca prestar atenção às minhas palavras, agora escritas nesta minha inscrição, se ele não anular minhas leis, nem corromper minhas palavras, nem mudar meu monumento, então que Shamash aumente o reinado deste rei, assim como Ele o fez de mim o rei da retidão, para que este monarca reine com justiça sobre seus súditos. Se este governante não tiver alta conta minhas palavras, aquelas que escrevi na minha inscrição, se ele desprezar as minhas maldições e não temer a cólera de Deus, se ele destruir a lei que me foi dada, corromper minhas palavras, alterar meu monumento, apagar meu nome, escrever seu nome no lugar do meu, ou não prestando atenção às maldições fazer com que outro execute todas estas ações, este homem, não importa que seja rei ou governante, sacerdote um leigo, não importa o que seja, que o grande Deus Anu, o pai dos deuses, que ordenou que eu governasse, retire deste homem a glória da realeza, que Ele quebre o cetro deste rei, e amaldiçoe seu destino. Que Bel, o deus que fixou o destino, cujo comando não pode ser alterado, que fez meu reino grandioso, ordene uma rebelião que a mão deste monarca não possa controlar, que o vento derrube sua habitação, que ele passe anos no poder em lamentações, anos de escassez, anos de fome, escuridão sem luz, morte de olhos que tudo vêem venham ao encontro deste homem. Que Bel ordene com sua boca potente a destruição da cidade deste rei, a Que dispersão de seus súditos, a redução de seu governo, a remoção de seu nome da memória da terra. Que Belit, a grande Mãe, cujo comando é potente no E-Kur , a Senhora que graciosamente ouve minhas petições, no assento do julgamento e das decisões (onde Bel fixa os destinos), torne os assuntos deste rei desfavoráveis frente a Bel, e faça acontecer a devastação na terra deste rei, destruindo seus súditos. Que Ea, o grande governante, cujos decretos dos destinos da criação são acatados, o pensador dos deuses, o omnisciente, que faz longos os dias da minha vida, retire a compreensão e a sabedoria deste rei, que enfraqueça a sua memória, feche seus rios em suas nascentes, e não deixe o cereais ou grãos nascerem para que a humanidade cresça em sua terra. Que Shamash, o grande juiz dos céu e da terra, que dá sustentação a todos os tipos de existência, senhor da Coragem de Viver, estilhasse o seu domínio, anule a sua lei, destrua seus desígnios, que a marcha de suas tropas seja a da derrota. Que a este monarca sejam enviadas visões que prenunciem o desgaste das fundações de seu trono e a destruição de sua terra. Que a condenação de Shamash caia sobre ele, que a ele falte água mais que todos os outros seres vivos, e que seu espírito seja o mais baixo da terra. Que Sin, o deus da lua, o Senhor dos Céus, o pai divino, cujo crescente dá luz mais do que todos os outros deuses, leve-lhe a coroa e o trono; que tal monarca tenha a marca da culpa sobre si, grande decadência e que nada seja mais baixo do que ele. Que seus anos de governo sejam marcados por lágrimas e suspiros, que a vida seja-lhe tal qual a morte. Que Adad, o senhor da prosperidade, regente do céu e da terra, meu perene auxílio, retire deste monarca a chuva dos céus e as águas dos lagos, destruindo sua terra pela fome e ganância; que tal rei cause o furor de sua cidade, que se transforme em ruínas. Que Zamama, o grande guerreiro, o primogênito do E-kur, que está à minha direita, estilhace suas armas no campo de batalha, que Zamama torne o dia em noite para ele, e deixe os inimigos de tal monarca triunfarem sobre ele. Que Ishtar, a deusa das lutas e da guerra, que protege minhas armas, meu gracioso espírito protetor, que ama meus domínios, amaldiçoe seu reino com um coração raivoso; que na sua grande ira, ela transforme as sorte deste rei em desgraça e estilhace as armas dele no campo de batalha e na guerra. Que Ishtar crie desordem e desunião para ele, que ela destrua seus guerreiros, para que a terra beba do sangue deles e faça surgir pilhas de corpos de tais guerreiros nos campos. Que minha adorada Ishtar não garanta a tal rei uma vida de misericórdia, que ela o coloque nas mãos de seus inimigos e que faça com que tal rei seja feito prisioneiro nas terras de seus inimigos. Que Nergal, o poderoso dentre os deuses, cujas força é irresistível, que me concedeu inúmeras vitórias, no seu poder queime os súditos de tal rei, cortando seus membros com armas poderosas, reduzindo-o a uma imagem de argila. Que Nintu, a sublime deusa de nossa terra, a Grande Mãe, negue-lhe um filho, que ele não tenha um sucessor entre os homens. Que Nin-karak, a filha de Anu, que me concedeu tantas graças, faça com que seus membros ardam de febre no Ekur, que ele sofra de sérias feridas que não possam ser curadas, e cuja natureza os médicos não possam entender ou tratar com ataduras, e tal monarca, como se mordido pela morte, não possa ser tratado. Que ele lamente a perda da vitalidade, e que os grandes deuses do céu e da terra, os Anunaki, amaldiçoem os confins do templo, as paredes de seu Ebara (o templo do Sol em Sipar), que seus guerreiros, súditos e suas tropas pereçam. Que Bel o amaldiçoe com as maldições poderosas de sua boca, maldições estas que não podem ser alteradas.
Fim do Código de Hamurabi.
Fonte: The Eleventh Edition of the Encyclopaedia Britannica, 1910
pelo Rev. Claude Hermann Walter Johns, M.A. Litt.D.
Bem-vind@s! Tenho como objetivo disponibilizar e divulgar material erudito relacionado ás civilizações que floresceram na Mesopotâmia. Aqui você irá encontrar as tabuletas de argila em suas traduções literais, tal como foram escritas pelos Mesopotâmios e traduzidas pelos eruditos. O blog terá constantes atualizações e os artigos serão escritos por mim ou por outros autores, mas sempre priorizando os textos inéditos em língua portuguesa.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
SETE HINOS À INANNA
Hino 1 - À SAGRADA SACERDOTISA DOS CÉUS
Eu digo "Ave!" à Deusa que aparece nos céus!
Eu digo "Ave!" à Alta Sacerdotisa dos Céus!
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
Tocha Sagrada! Vós encheis os céus de luz!
Vós iluminais o dia ao alvorecer!
Poderosa, Magnífica Deusa dentre os Anunnaki, os Grandes Deuses!
Coroada com o diadema do Touro dos Céus,
Vós encheis o céu e a terra com vosso brilho!
Eu digo "Ave!" à Primogênita do Deus da Lua!
Poderosa, majestosa e radiante,
Vosso brilho é o encanto do anoitecer,
Vosso brilho é a mágica do alvorecer!
Vós brilhais nos céus tal qual o Sol e a Lua,
Vossas maravilhas são conhecidas tanto nas Grandes Profundezas
quanto no mais alto dos Céus,
À grandeza da Grande Sacerdotisa dos Céus,
À vós, Inana, eu canto!
*****************************************************************************
Hino 2 - À TEMPESTADE TROVEJANTE E RUIDOSA
Orgulhosa Rainha dos Deuses da Terra, Suprema dentre os Deuses do Firmamento, Tempestade Trovejante e Ruidosa, vós derramais a chuva por toda a terra, para todos os Povos. Vós fazeis os céus tremerem e a terra vibrar, Grande Sacerdotisa, quem pode acalmar vosso coração atribulado?
Vós brilhais feito relâmpago sobre as terras altas; vós projetais vossas labaredas por sobre a terra.Vosso comando ensurdecedor, assobiando como o Vento Sul, Tem o poder de separar grandes montanhas. Vós pisais sobre os desobedientes como touro selvagem; O céu e a terra tremem na vossa presença. Sagrada Sacerdotisa, quem pode acalmar vosso coração assoberbado?
Vosso brado amedrontador descendo dos céus devora suas vítimas. Vossa mão quando estremece faz com que o calor do meio-dia paire sobre o mar. Vosso andar à noite traz frescor à terra com a brisa da escuridão dos céus Sagrada Inana, as margens dos rios abundam com as grandes ondas de vosso coração...
No sétimo dia, quando a lua crescente atinge o seu brilho maior, Vós vos banhais e vos perfumais com água sagrada. Vós cobris vosso corpo com as longas vestimentas de lã das rainhas. Vós ajustais os resultados dos combates e das batalhas para vosso lado; Vós os têm amarrados ao vosso cinturão, onde eles descansam. Em Eridu, vós recebestes as Medidas Sagradas, os Me, do Deus da Sabedoria, Pai Enki presenteou-vos com os Me em seu templo sagrado de Eridu, Colocando os dons da realeza e da divindade em vossas mãos.
Vós subis os degraus para o trono mais alto. Em toda majestade vos sentais lá, Com vosso adorado esposo Dumuzi, ao vosso lado. Os deuses da terra, querendo saber os seus destinos, vêm até vós. Os deuses do céu e da terra ajoelham-se ante a vós. Os seres vivos e o povo da Suméria vêm até vós. O povo da Suméria que desfila em grande parada ante vós São agraciados pelo vosso olhar E mantidos seguros em vosso seio.
********************************************************************************
HINO 3 - SAGRADA INANA
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós
Eles tocam os doces tambores ala perante a vós
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo da Suméria toca o tambor sagrado e címbalos perante a vós.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo da Suméria toca a harpa sagrada e címbalos perante a vós.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Primogênita do Deus da Lua!
Os sacerdotes sagrados do amor penteiam seus cabelos diante de vós.
Eles adornam os seus pescoços com lenços coloridos.
Eles dispõem as dobras do manto dos deuses sobre seus ombros.
Os homens e mulheres justos caminham ante a vós
Segurando a harpa do consolo a um lado.
Os que os seguem trazem o cinto para espada
E em uma das mãos carregam uma lança.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
As mulheres adornam seu lado direito com roupas masculinas.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
Os homens adornam seu lado esquerdo com roupas femininas.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo compete com cordas coloridas e de salto
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Primogênita do Deus da Lua!
Os jovens que carregam aros cantam a vós
As jovens donzelas e sacerdotisas enfeitadas caminham diante de vós
Carregando a espada e o machado de bordas duplas.
Os sacerdotes ascendentes que celebram os ritos funerários e as lamentações erguem suas
espadas diante de vós.
Os sacerdotes que cobrem suas espadas de sangue aspergem sangue
E os tambores tigi e sem, e os tamborins ala* ressoam!
Nos céus, a [mais] Sagrada aparece sozinha.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
Ela se maravilha docemente e zela por todas as terras
E pelo povo da Suméria, tão numeroso quanto rebanhos
A vós, Inana, eu canto!
***************************************************************************
HINO 4 - A SENHORA DO ENTARDECER
Ao final do dia, a Estrela Radiante, a Grande Luz que enche os céus,
A Senhora do Entardecer aparece no firmamento.
Os povos de todas as terras erguem os olhos para ela.
Os homens lavam; as mulheres se banham.
Os rebanhos de gado nos campos fazem uma reverência à Inana,
Os rebanhos de ovelhas sacodem a poeira e se perfilam,
Todos os seres vivos da estepe,
As criaturas de quatro pernas das altas estepes,
Os jardins viçosos e os pomares, os juncos verdes e as árvores,
Os peixes das profundezas e os pássaros do céu -
Minha Senhora a todos acorda, fazendo espantar todo sono de
todos os lugares.
Todas os seres vivos e os povos da Suméria ajoelham-se diante dela.
Aqueles escolhidos pelas velhas senhoras preparam grandes pratos de alimentos e bebidas Para ela.
A Senhora se regozija [com o amor de todos] da terra.
Reina grande alegria na Suméria.
Os jovens fazem amor com suas amadas.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
Inana, a Senhora do Entardecer, está radiante.
A vós,[mais] Sagrada Inana, eu canto
A Senhora do Entardecer brilha radiante na linha do horizonte!
*********************************************************************************
HINO 5 - SENHORA DA MANHÃ
Conselheira [mais] Honrada, Ornamento dos Céus, Jóia de Anu!
Quando doces sonhos terminaram nos quartos [desta terra],
Vós apareceis como brilhante luz do dia!
Quando todas as terras e os povos da Suméria se reúnem,
Aqueles que dormem nos tetos e aqueles que dormem junto às muralhas,
Quando eles cantam vosso nome, trazendo a vós suas atribulações,
Vós estudais as palavras de todos que vos procuram.
Vós julgais severamente aqueles que fazem o mal,
Vós destruís aqueles que são cruéis.
Vós olhais com brandura os que trilham o caminho da justiça,
A estes, vós concedeis vossas bênçãos.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
Inana, a deusa das Manhãs, está radiante.
A vós,Sagrada Inana, eu canto
A Senhora da Manhã brilha radiante na linha do horizonte!
********************************************************************************
HINO 6 - A SENHORA QUE SOBE AOS CÉUS
Minha Senhora, a Maravilha da Terra, a Estrela Solitária,
A [mais] Brava que aparece primeiro nos céus -
Toda terra treme diante dela.
Nos locais sagrados das estepes
Nos tetos altos de todas as moradias
Nas plataformas das cidades
As pessoas trazem oferendas a Inana:
Incenso, ovelhas gordas, ovelhas de pêlo longo,
Manteiga, queijo, tâmaras, frutos de todos os tipos.
Todos purificam a terra para Minha Senhora,
Todos festejam-na em canção.
Todos enchem a mesa da terra com os primeiros frutos.
Todos oferecem cerveja preta para ela,
Todos oferecem cerveja clara para ela,
Todos os tipos de cerveja são oferecidos para Minha Senhora.
Os barris de tagub e de lamsari borbulham alegremente para ela.
Farinha, farinha no mel, cerveja ao alvorecer.
Vinho e mel são ofertados à Minha Senhora ao sol nascer
Os deuses e o povo da Suméria vão até ela com alimentos e bebidas
Eles alimentam Inana no local puro e limpo.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
A deusa que ascende aos Céus, Inana, está radiante.
A vós, Inana, eu canto
A Senhora que Ascende aos Céus brilha radiante na linha do horizonte!
********************************************************************************
Hino 7 - A ALEGRIA DOS SUMÉRIOS
O Rito do Casamento Sagrado
O povo da Suméria se reúne no palácio
A casa que guia a terra.
O rei faz um trono para a rainha do palácio
E senta-se ao lado dela no trono.
A fim de zelar pela vida de todas as terras,
O primeiro dia exato do mês é examinado com atenção,
E no dia em que a lua desaparece,
No dia em que a lua está adormecida,
As Medidas do Céu e da Terra são executadas com perfeição
Para que o Primeiro Dia do Ano, o dia dos ritos possa ser determinado
de forma adequada,E um local para dormir seja erguido para Inana
As pessoas limpam os galhos com óleo de cedro perfumado
Elas arrumam os galhos para o leito sagrado
Elas estendem o lençol da noiva sobre o leito.
O lençol de noiva que alegra o coração,
O lençol de noiva que adoça as coxas,
O lençol de noiva para Inana e Dumuzi.
A rainha banha suas coxas sagradas,
Inana se banha para as coxas sagradas de Dumuzi,
Ela se banha com sabonete,
Ela espalha óleo de cedro perfumado no chão.
O rei apresenta-se de cabeça erguida às coxas sagradas,
Dumuzi apresenta-se de cabeça erguida para as coxas sagradas de Inana.
Ele se deita ao lado dela no leito.
Com ternura, ele a acaricia, murmurando palavras de amor:
Ah, minha jóia sagrada! Ah, minha maravilhosa Inana!
Depois de haver penetrado a vulva sagrada, trazendo alegria à rainha,
Depois de haver penetrado a vulva sagrada, trazendo alegria à Inana,
Inana traz o rei para mais perto dela e murmura:
Dumuzi, és realmente o meu amor!
O rei pede às pessoas que entrem no grande átrio.
As pessoas trazem alimentos e baixelas.
Elas trazem resina de junípero, fazem rituais de purificação
E queimam incensos de doces perfumes.
O rei abraça sua adorada noiva,
Dumuzi abraça Inana.
Inana, sentada no trono real, brilha como a luz do dia.
O rei, tal qual o sol, brilha radiante ao lado dela.
Ele dispõem os símbolos da abundância, viço e exuberância diante de Inana.
Ele reúne o povo da Suméria.
Os músicos tocam para a rainha:
Eles tocam os instrumentos de som alto que apagam o rugir
das tempestades do Sul,
Eles tocam os doces intrumentos algar, ornamento do palácio.
Eles tocam os instrumentos de corda que trazem alegria a todas as pessoas,
Eles tocam canções para alegrar o coração de Inana.
O rei estende sua mão para os alimentos e bebidas,
Dumuzi estende sua mão para os alimentos e bebidas.
O palácio está em festa. O rei está feliz.
No local puro e limpo, todos cantam Inana em canções,
Ela é o ornamento da assembléia, a alegria da Suméria!
O povo passa o dia na abundância.
O rei desfila ante a assembléia em grande alegria.
Ele saúda Inana com as graças dos deuses e da assembléia:
Sacerdotisa Sagrada! Criada com os céus e a terra,
Inana, a Primogênita do Deus da Lua, a Senhora do Entardecer!
A vós eu canto!
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Sacerdotisa, Adorada Inana.
A deusa que ascende aos Céus, Inana, está radiante.
Poderosa, majestosa, radiante e sempre jovem,
A vós, Inana, eu canto!
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Fonte: http://www.sigghil.com
Eu digo "Ave!" à Deusa que aparece nos céus!
Eu digo "Ave!" à Alta Sacerdotisa dos Céus!
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
Tocha Sagrada! Vós encheis os céus de luz!
Vós iluminais o dia ao alvorecer!
Poderosa, Magnífica Deusa dentre os Anunnaki, os Grandes Deuses!
Coroada com o diadema do Touro dos Céus,
Vós encheis o céu e a terra com vosso brilho!
Eu digo "Ave!" à Primogênita do Deus da Lua!
Poderosa, majestosa e radiante,
Vosso brilho é o encanto do anoitecer,
Vosso brilho é a mágica do alvorecer!
Vós brilhais nos céus tal qual o Sol e a Lua,
Vossas maravilhas são conhecidas tanto nas Grandes Profundezas
quanto no mais alto dos Céus,
À grandeza da Grande Sacerdotisa dos Céus,
À vós, Inana, eu canto!
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Hino 2 - À TEMPESTADE TROVEJANTE E RUIDOSA
Orgulhosa Rainha dos Deuses da Terra, Suprema dentre os Deuses do Firmamento, Tempestade Trovejante e Ruidosa, vós derramais a chuva por toda a terra, para todos os Povos. Vós fazeis os céus tremerem e a terra vibrar, Grande Sacerdotisa, quem pode acalmar vosso coração atribulado?
Vós brilhais feito relâmpago sobre as terras altas; vós projetais vossas labaredas por sobre a terra.Vosso comando ensurdecedor, assobiando como o Vento Sul, Tem o poder de separar grandes montanhas. Vós pisais sobre os desobedientes como touro selvagem; O céu e a terra tremem na vossa presença. Sagrada Sacerdotisa, quem pode acalmar vosso coração assoberbado?
Vosso brado amedrontador descendo dos céus devora suas vítimas. Vossa mão quando estremece faz com que o calor do meio-dia paire sobre o mar. Vosso andar à noite traz frescor à terra com a brisa da escuridão dos céus Sagrada Inana, as margens dos rios abundam com as grandes ondas de vosso coração...
No sétimo dia, quando a lua crescente atinge o seu brilho maior, Vós vos banhais e vos perfumais com água sagrada. Vós cobris vosso corpo com as longas vestimentas de lã das rainhas. Vós ajustais os resultados dos combates e das batalhas para vosso lado; Vós os têm amarrados ao vosso cinturão, onde eles descansam. Em Eridu, vós recebestes as Medidas Sagradas, os Me, do Deus da Sabedoria, Pai Enki presenteou-vos com os Me em seu templo sagrado de Eridu, Colocando os dons da realeza e da divindade em vossas mãos.
Vós subis os degraus para o trono mais alto. Em toda majestade vos sentais lá, Com vosso adorado esposo Dumuzi, ao vosso lado. Os deuses da terra, querendo saber os seus destinos, vêm até vós. Os deuses do céu e da terra ajoelham-se ante a vós. Os seres vivos e o povo da Suméria vêm até vós. O povo da Suméria que desfila em grande parada ante vós São agraciados pelo vosso olhar E mantidos seguros em vosso seio.
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HINO 3 - SAGRADA INANA
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós
Eles tocam os doces tambores ala perante a vós
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo da Suméria toca o tambor sagrado e címbalos perante a vós.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo da Suméria toca a harpa sagrada e címbalos perante a vós.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Primogênita do Deus da Lua!
Os sacerdotes sagrados do amor penteiam seus cabelos diante de vós.
Eles adornam os seus pescoços com lenços coloridos.
Eles dispõem as dobras do manto dos deuses sobre seus ombros.
Os homens e mulheres justos caminham ante a vós
Segurando a harpa do consolo a um lado.
Os que os seguem trazem o cinto para espada
E em uma das mãos carregam uma lança.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
As mulheres adornam seu lado direito com roupas masculinas.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
Os homens adornam seu lado esquerdo com roupas femininas.
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Grande Senhora dos Céus!
O povo compete com cordas coloridas e de salto
O povo da Suméria desfila em parada diante de vós.
Eu digo "Ave!" à Inana, a Primogênita do Deus da Lua!
Os jovens que carregam aros cantam a vós
As jovens donzelas e sacerdotisas enfeitadas caminham diante de vós
Carregando a espada e o machado de bordas duplas.
Os sacerdotes ascendentes que celebram os ritos funerários e as lamentações erguem suas
espadas diante de vós.
Os sacerdotes que cobrem suas espadas de sangue aspergem sangue
E os tambores tigi e sem, e os tamborins ala* ressoam!
Nos céus, a [mais] Sagrada aparece sozinha.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
Ela se maravilha docemente e zela por todas as terras
E pelo povo da Suméria, tão numeroso quanto rebanhos
A vós, Inana, eu canto!
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HINO 4 - A SENHORA DO ENTARDECER
Ao final do dia, a Estrela Radiante, a Grande Luz que enche os céus,
A Senhora do Entardecer aparece no firmamento.
Os povos de todas as terras erguem os olhos para ela.
Os homens lavam; as mulheres se banham.
Os rebanhos de gado nos campos fazem uma reverência à Inana,
Os rebanhos de ovelhas sacodem a poeira e se perfilam,
Todos os seres vivos da estepe,
As criaturas de quatro pernas das altas estepes,
Os jardins viçosos e os pomares, os juncos verdes e as árvores,
Os peixes das profundezas e os pássaros do céu -
Minha Senhora a todos acorda, fazendo espantar todo sono de
todos os lugares.
Todas os seres vivos e os povos da Suméria ajoelham-se diante dela.
Aqueles escolhidos pelas velhas senhoras preparam grandes pratos de alimentos e bebidas Para ela.
A Senhora se regozija [com o amor de todos] da terra.
Reina grande alegria na Suméria.
Os jovens fazem amor com suas amadas.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
Inana, a Senhora do Entardecer, está radiante.
A vós,[mais] Sagrada Inana, eu canto
A Senhora do Entardecer brilha radiante na linha do horizonte!
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HINO 5 - SENHORA DA MANHÃ
Conselheira [mais] Honrada, Ornamento dos Céus, Jóia de Anu!
Quando doces sonhos terminaram nos quartos [desta terra],
Vós apareceis como brilhante luz do dia!
Quando todas as terras e os povos da Suméria se reúnem,
Aqueles que dormem nos tetos e aqueles que dormem junto às muralhas,
Quando eles cantam vosso nome, trazendo a vós suas atribulações,
Vós estudais as palavras de todos que vos procuram.
Vós julgais severamente aqueles que fazem o mal,
Vós destruís aqueles que são cruéis.
Vós olhais com brandura os que trilham o caminho da justiça,
A estes, vós concedeis vossas bênçãos.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
Inana, a deusa das Manhãs, está radiante.
A vós,Sagrada Inana, eu canto
A Senhora da Manhã brilha radiante na linha do horizonte!
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HINO 6 - A SENHORA QUE SOBE AOS CÉUS
Minha Senhora, a Maravilha da Terra, a Estrela Solitária,
A [mais] Brava que aparece primeiro nos céus -
Toda terra treme diante dela.
Nos locais sagrados das estepes
Nos tetos altos de todas as moradias
Nas plataformas das cidades
As pessoas trazem oferendas a Inana:
Incenso, ovelhas gordas, ovelhas de pêlo longo,
Manteiga, queijo, tâmaras, frutos de todos os tipos.
Todos purificam a terra para Minha Senhora,
Todos festejam-na em canção.
Todos enchem a mesa da terra com os primeiros frutos.
Todos oferecem cerveja preta para ela,
Todos oferecem cerveja clara para ela,
Todos os tipos de cerveja são oferecidos para Minha Senhora.
Os barris de tagub e de lamsari borbulham alegremente para ela.
Farinha, farinha no mel, cerveja ao alvorecer.
Vinho e mel são ofertados à Minha Senhora ao sol nascer
Os deuses e o povo da Suméria vão até ela com alimentos e bebidas
Eles alimentam Inana no local puro e limpo.
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Inana.
A deusa que ascende aos Céus, Inana, está radiante.
A vós, Inana, eu canto
A Senhora que Ascende aos Céus brilha radiante na linha do horizonte!
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Hino 7 - A ALEGRIA DOS SUMÉRIOS
O Rito do Casamento Sagrado
O povo da Suméria se reúne no palácio
A casa que guia a terra.
O rei faz um trono para a rainha do palácio
E senta-se ao lado dela no trono.
A fim de zelar pela vida de todas as terras,
O primeiro dia exato do mês é examinado com atenção,
E no dia em que a lua desaparece,
No dia em que a lua está adormecida,
As Medidas do Céu e da Terra são executadas com perfeição
Para que o Primeiro Dia do Ano, o dia dos ritos possa ser determinado
de forma adequada,E um local para dormir seja erguido para Inana
As pessoas limpam os galhos com óleo de cedro perfumado
Elas arrumam os galhos para o leito sagrado
Elas estendem o lençol da noiva sobre o leito.
O lençol de noiva que alegra o coração,
O lençol de noiva que adoça as coxas,
O lençol de noiva para Inana e Dumuzi.
A rainha banha suas coxas sagradas,
Inana se banha para as coxas sagradas de Dumuzi,
Ela se banha com sabonete,
Ela espalha óleo de cedro perfumado no chão.
O rei apresenta-se de cabeça erguida às coxas sagradas,
Dumuzi apresenta-se de cabeça erguida para as coxas sagradas de Inana.
Ele se deita ao lado dela no leito.
Com ternura, ele a acaricia, murmurando palavras de amor:
Ah, minha jóia sagrada! Ah, minha maravilhosa Inana!
Depois de haver penetrado a vulva sagrada, trazendo alegria à rainha,
Depois de haver penetrado a vulva sagrada, trazendo alegria à Inana,
Inana traz o rei para mais perto dela e murmura:
Dumuzi, és realmente o meu amor!
O rei pede às pessoas que entrem no grande átrio.
As pessoas trazem alimentos e baixelas.
Elas trazem resina de junípero, fazem rituais de purificação
E queimam incensos de doces perfumes.
O rei abraça sua adorada noiva,
Dumuzi abraça Inana.
Inana, sentada no trono real, brilha como a luz do dia.
O rei, tal qual o sol, brilha radiante ao lado dela.
Ele dispõem os símbolos da abundância, viço e exuberância diante de Inana.
Ele reúne o povo da Suméria.
Os músicos tocam para a rainha:
Eles tocam os instrumentos de som alto que apagam o rugir
das tempestades do Sul,
Eles tocam os doces intrumentos algar, ornamento do palácio.
Eles tocam os instrumentos de corda que trazem alegria a todas as pessoas,
Eles tocam canções para alegrar o coração de Inana.
O rei estende sua mão para os alimentos e bebidas,
Dumuzi estende sua mão para os alimentos e bebidas.
O palácio está em festa. O rei está feliz.
No local puro e limpo, todos cantam Inana em canções,
Ela é o ornamento da assembléia, a alegria da Suméria!
O povo passa o dia na abundância.
O rei desfila ante a assembléia em grande alegria.
Ele saúda Inana com as graças dos deuses e da assembléia:
Sacerdotisa Sagrada! Criada com os céus e a terra,
Inana, a Primogênita do Deus da Lua, a Senhora do Entardecer!
A vós eu canto!
Minha Senhora contempla com doce alegria lá nos céus
O povo da Suméria desfila ante à Sagrada Sacerdotisa, Adorada Inana.
A deusa que ascende aos Céus, Inana, está radiante.
Poderosa, majestosa, radiante e sempre jovem,
A vós, Inana, eu canto!
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Fonte: http://www.sigghil.com
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O CASAMENTO DE MARTU
1-8. Quando a cidade de Inab já existia, mas a cidade de Kiritab ainda não existia, quando a coroa sagrada já existia, mas a tiara sagrada ainda não existia, quando a erva santa já existia, mas o cedro santo ainda não existia, quando o sal santo já existia, mas o santo sal alcalino ainda não existia, quando o ato de beijar já existia, quando o parto nos campos já existia - eu era o avô do santo cedro, eu era o ancestral da árvore meš, eu era a mãe e o pai do cedro branco, eu era a vida do cedro ?ašur.
15/09. Naquela época havia uma terra principesca entre as cidades; Inab era esta terra principesca entre as cidades. O governador de Inab foi Tigi-sem-ala. Ele tinha uma esposa cujo nome era gur Sage, e uma criança, que (... ...) e seu nome era (... ....)
16-25. As pessoas que vivem ao redor da cidade lançaram redes, as pessoas que vivem em torno de Inab lançaram redes, perseguiram as gazelas e mataram as gazelas como mata-se seres humanos. Um dia, quando a noite chegou, e eles tinham chegado ao local de rações,eles estabeleceram o sistema de rações diante do deus (... ...) A ração de um homem casado foi dada como dupla, a ração de um homem com uma criança foi estabelecida como tripla, a ração de um homem solteiro foi estabelecida como única, mas a ração de Martu, apesar de ser solteiro, também foi estabelecida como dupla.
26-33. Martu foi para casa da sua mãe, e falou-lhe: "Na minha cidade eu estou entre os meus amigos e todos eles já estão casados com mulheres, eu estou lá entre os meus companheiros, e todos eles têm esposas.Ao contrário dos meus amigos na minha cidade, eu estou solteiro, estou solteiro e não tenho filhos mas meu imposto é superior ao dos meus amigos(..)
34-40. Um dia, quando a noite chegou, e povo foi novamente ao local de rações, eles estabeleceram as rações diante do deus (.....) A ração de um homem casado foi dada como dupla, a ração de um homem com uma criança foi estabelecida como tripla, a ração de um homem solteiro foi estabelecida como única, mas a ração de Martu, apesar de ser solteiro, foi estabelecida como de casal.
41-52. Martu foi para casa da sua mãe, e falou-lhe: "Minha mãe, me arruma uma mulher para casar e vos levarei a minha ração." Sua mãe respondeu-lhe: "Su-?enuna, meu filho, vou lhe dar conselhos, possa ouvir o meu conselho, direi uma palavra a você, você deve prestar atenção. Case-se com uma mulher de sua escolha, case-se com uma mulher do desejo do seu coração, dá-me, portanto, a companhia dela (..) dê-me uma criada. Tendo construído as casas de (?) para o seu povo que vive ao redor da cidade, e (..) jardins, você vai cavar os poços de (?) sua companheira (..) "
53-66. Naquele tempo um festival foi anunciado na cidade, um festival foi anunciado na cidade de Inab. (Martu disse:) "Venham, amigos, vamos, vamos lá, vamos visitar as cervejarias de Inab, vamos lá." O Deus Numušda participou da festa; sua amada filha Adgar-kidug participou do festival, Namrat sua esposa, a bela mulher participou do festival. Na cidade, os tambores šem de bronze, e os sete tambores ala ressoaram como homens fortes, campeões anelados entraram na casa lutando para competir uns com os outros em honra a Numušda no templo de Inab. Havia muitos chegando a Inab, a cidade onde o festival estava acontecendo, e todos se maravilhavam com isso.
67-75. Em honra a Numušda, porque ele era santo (?), Martu também caminhou em torno do grande ringue de lutas para competir no portal de Inab. Eles continuaram procurando lutadores fortes para ele, eles continuaram oferecendo-lhe lutadores fortes. Martu caminhou em torno do grande ringue. Ele bateu-lhes com uma destrutiva (..) um por um. No grande ringue, na batalha, ele quebrou os ossos de vários oponentes, no grande ringue de Inab ele levantou os corpos dos mortos.
76-83 Encantado com Martu, Numušda ofereceu-lhe a prata, mas ele não quis aceitá-la. Ele ofereceu jóias, mas ele não quis aceitá-las. Tendo feito isso uma segunda vez, depois de ter feito uma terceira vez (Martu diz): " O que farei com sua prata? O que farei com suas valiosas jóias? Eu, Martu, prefiro me casar com a sua filha, eu prefiro casar com a sua filha Adgar-kidug".
8 linhas perdidas
91-97. (Numušda diz:)" Você (..) a mulher e bezerros como um presente de casamento. Vacas leiteiras devem alimentar os bezerros. No estábulo do touro para reprodução devem deitar-se (..) as vacas devem viver no (..) e os animais devem permanecer nos seus devidos lugares. Você deve dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
98-104. " Você (..) a mulher com bezerros como um presente de casamento. Vacas leiteiras devem alimentar os bezerros. No estábulo do touro para reprodução devem deitar-se (..) as vacas devem viver no (..) e os animais devem permanecer nos seus devidos lugares. Você deve dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
105-111. " Você (..) a mulher e filhos como um presente de casamento. O leite deve alimentar as crianças. Na tenda deve deitar-se. As cabras e cabritos devem viver no (..) e as crianças devem ficar (..) É preciso dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
112-114. Ele (..) grande. Ele gritou como (..) No cais de Inab ele ... ....
115-125. Ele presenteou os anciãos de Inab com anéis de ouro. Ele presenteou as mulheres mais velhas de Inab com colares de ouro (...) Ele presenteou os homens e mulheres de Inab com ouro (...) Ele presenteou os escravos de Inab com (..) e os presenteou também com tecidos coloridos (..) Ele presenteou as escravas de Inab com jarras de prata.
126-141. Os dias tinham se multiplicado, nenhuma decisão havia sido tomada. (Uma amiga de Adgar- kidug diz à ela): "Agora escute, suas mãos são destrutivas e suas características são as de macacos, ele come o que Nanna proíbe e não mostra reverência. Ele nunca para de perambular (..) Ele é abominação para a moradia dos deuses. Suas idéias são confusas; Ele causa incômodo.Ele usa sacos de couro como vestimenta (...) vive em uma barraca, fica exposto ao vento e à chuva, e não sabe recitar orações corretamente. Ele vive nas montanhas e ignora os lugares dos deuses, escava trufas no sopé, não sabe como dobrar o joelho, e come carne crua. Ele não tem casa, e quando ele morrer não será levado para um local de sepultamento. Minha amiga, por que você iria se casar com Martu? ". Adgar-kidug responde sua amiga: " Vou casar com Martu!".
142. Inab - ulum, alam!
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
15/09. Naquela época havia uma terra principesca entre as cidades; Inab era esta terra principesca entre as cidades. O governador de Inab foi Tigi-sem-ala. Ele tinha uma esposa cujo nome era gur Sage, e uma criança, que (... ...) e seu nome era (... ....)
16-25. As pessoas que vivem ao redor da cidade lançaram redes, as pessoas que vivem em torno de Inab lançaram redes, perseguiram as gazelas e mataram as gazelas como mata-se seres humanos. Um dia, quando a noite chegou, e eles tinham chegado ao local de rações,eles estabeleceram o sistema de rações diante do deus (... ...) A ração de um homem casado foi dada como dupla, a ração de um homem com uma criança foi estabelecida como tripla, a ração de um homem solteiro foi estabelecida como única, mas a ração de Martu, apesar de ser solteiro, também foi estabelecida como dupla.
26-33. Martu foi para casa da sua mãe, e falou-lhe: "Na minha cidade eu estou entre os meus amigos e todos eles já estão casados com mulheres, eu estou lá entre os meus companheiros, e todos eles têm esposas.Ao contrário dos meus amigos na minha cidade, eu estou solteiro, estou solteiro e não tenho filhos mas meu imposto é superior ao dos meus amigos(..)
34-40. Um dia, quando a noite chegou, e povo foi novamente ao local de rações, eles estabeleceram as rações diante do deus (.....) A ração de um homem casado foi dada como dupla, a ração de um homem com uma criança foi estabelecida como tripla, a ração de um homem solteiro foi estabelecida como única, mas a ração de Martu, apesar de ser solteiro, foi estabelecida como de casal.
41-52. Martu foi para casa da sua mãe, e falou-lhe: "Minha mãe, me arruma uma mulher para casar e vos levarei a minha ração." Sua mãe respondeu-lhe: "Su-?enuna, meu filho, vou lhe dar conselhos, possa ouvir o meu conselho, direi uma palavra a você, você deve prestar atenção. Case-se com uma mulher de sua escolha, case-se com uma mulher do desejo do seu coração, dá-me, portanto, a companhia dela (..) dê-me uma criada. Tendo construído as casas de (?) para o seu povo que vive ao redor da cidade, e (..) jardins, você vai cavar os poços de (?) sua companheira (..) "
53-66. Naquele tempo um festival foi anunciado na cidade, um festival foi anunciado na cidade de Inab. (Martu disse:) "Venham, amigos, vamos, vamos lá, vamos visitar as cervejarias de Inab, vamos lá." O Deus Numušda participou da festa; sua amada filha Adgar-kidug participou do festival, Namrat sua esposa, a bela mulher participou do festival. Na cidade, os tambores šem de bronze, e os sete tambores ala ressoaram como homens fortes, campeões anelados entraram na casa lutando para competir uns com os outros em honra a Numušda no templo de Inab. Havia muitos chegando a Inab, a cidade onde o festival estava acontecendo, e todos se maravilhavam com isso.
67-75. Em honra a Numušda, porque ele era santo (?), Martu também caminhou em torno do grande ringue de lutas para competir no portal de Inab. Eles continuaram procurando lutadores fortes para ele, eles continuaram oferecendo-lhe lutadores fortes. Martu caminhou em torno do grande ringue. Ele bateu-lhes com uma destrutiva (..) um por um. No grande ringue, na batalha, ele quebrou os ossos de vários oponentes, no grande ringue de Inab ele levantou os corpos dos mortos.
76-83 Encantado com Martu, Numušda ofereceu-lhe a prata, mas ele não quis aceitá-la. Ele ofereceu jóias, mas ele não quis aceitá-las. Tendo feito isso uma segunda vez, depois de ter feito uma terceira vez (Martu diz): " O que farei com sua prata? O que farei com suas valiosas jóias? Eu, Martu, prefiro me casar com a sua filha, eu prefiro casar com a sua filha Adgar-kidug".
8 linhas perdidas
91-97. (Numušda diz:)" Você (..) a mulher e bezerros como um presente de casamento. Vacas leiteiras devem alimentar os bezerros. No estábulo do touro para reprodução devem deitar-se (..) as vacas devem viver no (..) e os animais devem permanecer nos seus devidos lugares. Você deve dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
98-104. " Você (..) a mulher com bezerros como um presente de casamento. Vacas leiteiras devem alimentar os bezerros. No estábulo do touro para reprodução devem deitar-se (..) as vacas devem viver no (..) e os animais devem permanecer nos seus devidos lugares. Você deve dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
105-111. " Você (..) a mulher e filhos como um presente de casamento. O leite deve alimentar as crianças. Na tenda deve deitar-se. As cabras e cabritos devem viver no (..) e as crianças devem ficar (..) É preciso dar a sua palavra e, assim, somente assim, eu lhe darei a minha filha Adgar kidug ".
112-114. Ele (..) grande. Ele gritou como (..) No cais de Inab ele ... ....
115-125. Ele presenteou os anciãos de Inab com anéis de ouro. Ele presenteou as mulheres mais velhas de Inab com colares de ouro (...) Ele presenteou os homens e mulheres de Inab com ouro (...) Ele presenteou os escravos de Inab com (..) e os presenteou também com tecidos coloridos (..) Ele presenteou as escravas de Inab com jarras de prata.
126-141. Os dias tinham se multiplicado, nenhuma decisão havia sido tomada. (Uma amiga de Adgar- kidug diz à ela): "Agora escute, suas mãos são destrutivas e suas características são as de macacos, ele come o que Nanna proíbe e não mostra reverência. Ele nunca para de perambular (..) Ele é abominação para a moradia dos deuses. Suas idéias são confusas; Ele causa incômodo.Ele usa sacos de couro como vestimenta (...) vive em uma barraca, fica exposto ao vento e à chuva, e não sabe recitar orações corretamente. Ele vive nas montanhas e ignora os lugares dos deuses, escava trufas no sopé, não sabe como dobrar o joelho, e come carne crua. Ele não tem casa, e quando ele morrer não será levado para um local de sepultamento. Minha amiga, por que você iria se casar com Martu? ". Adgar-kidug responde sua amiga: " Vou casar com Martu!".
142. Inab - ulum, alam!
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
sábado, 11 de junho de 2011
O ÉPICO DE BAAL - SEGUNDA PARTE
* Se você ainda não leu a Primeira Parte do Épico de Baal, clique aqui.
O ÉPICO DE BAAL - SEGUNDA PARTE
Pelo Nome repreende, Astarte:
"Deprimente, Ó Aliyan Baal,
Quanta vergonha, Ó Cavaleiro das Nuvens!
O príncipe Yam era nosso cativo
O juiz dos Rios era nosso cativo. "
E lá se foi Baal,
Completamente envergonhado está Aliyan Baal
O Príncipe Yam está, de fato, morto.
Então, deixem Baal reinar!
Baal era agora o rei dos Deuses. Senhor da Serra Saphon. Mas Baal não teve nenhum palácio como os outros Deuses. Ele fala a Sua palavra para Kothat-u-Khasis:
"Há a morada de El,
O abrigo de seus filhos.
A residência da Senhora Asherah do Mar,
A moradia das noivas de renome.
A morada de Pidray, menina da Luz,
O abrigo de Tallay, menina da chuva,
A morada de Arsay, menina de Yaabdar.
Além disso, outra coisa te direi.
Vá!
Suplique por Asherah Senhora do Mar,
Rogai a Criadora dos Deuses! "
O excelentíssimo vai até as profundezas
Nas mãos de Khasis estão as pinças.
Ele derrama prata,
Ele lança o ouro.
Ele derrama prata e milhares de riquezas,
Ele derrama ouro em miríades.
Uma coroa de glória com incrustações de prata,
Adornada com ouro vermelho.
Um trono glorioso,
Um estrado acima de um estrado glorioso,
Que reluz na pureza.
Gloriosos escabelos de recepção,
Lá em cima Ele traz ouro.
Uma mesa gloriosa e farta.
Uma tigela gloriosa, belo trabalho de Kamares,
Definido como o reino de Yam,
Em que há búfalos por miríades.
Kothar-u-Kasis vai até Asherah Senhora do Mar, Mãe dos Setenta Deuses. Ele oferece estes dons à ela.
Adorna-a com a cobertura de sua carne.
Ela rasga sua roupa.
No segundo dia
Adorna-a nos dois rios.
Ela estabelece uma panela no fogo
Um navio em cima das brasas.
Ela apazigua o touro, Deus de Misericórdia,
Roga ao Criador de Criaturas.
Ao levantar os olhos
Ela vê.
Asherah vê Baal indo,
Sim, em direção à Virgem Anate,
A caminho da progenitora de heróis.
Depois veio Aliyan Baal,
E veio a Virgem Anate,
Rogaram à Senhora Asherah do mar.
Sim, suplicaram a Criadora dos Deuses.
E a Senhora Asherah do Mar, respondeu:
"Como podeis vós suplicar à Senhora Asherah do Mar,
Sim, suplicar à Criadora dos Deuses?
Tendes suplicado o Touro, o Deus de Misericórdia,
Ou suplicado ao Criador de Criaturas?
E a Virgem Anate respondeu:
"Nós fazemos suplico à Asherah Senhora do mar.
Suplicamos a Criadora dos Deuses.
Os Deuses comem e bebem,
E há aqueles que sugam o seio demasiadamente.
Com uma faca afiada
Uma fatia de animal cevado.
Bebem vinho em uma taça,
A partir de uma taça de ouro, o sangue das vinhas. "
Asherah do Mar declara:
"Selem o jumento,
amarrem o burro!
Coloque um chicote de fios de prata,
Adornos de ouro.
Prepare a sela do meu jumento!
Ouçam Qadish-u-Amrar.
Ele sela um burro
Os engates de um burro.
Coloque em um chicote de fios de prata,
Adornos de ouro.
Prepara a sela do meu jumento!
Qadish-u-Amrar abraça;
Ele define Asherah na parte de trás do jumento,
Na parte traseira do bonito burro.
Qadish começa a iluminar o caminho,
Amrar como uma estrela.
Em frente fica a virgem Anate,
E afasta Baal para as alturas de Saphon.
Então Ela vira o rosto para El,
Nas fontes de Dois Rios,
No meio dos fluxos das duas profundezas.
Ela entra na morada de El,
E chega ao domicílio do Rei, o Padre Suném.
Aos pés de El Ela curva-se e prostra-se,
Ela prostra-se em honra.
Assim que El a vê,
Ele abre um sorriso e ri.
Ele coloca seus pés sobre o estrado,
E movimenta Seus dedos.
Ele levanta sua voz
E grita:
"Por que a Senhora do Mar Asherah vêm?
Por que veio a Criadora dos Deuses?
Tu estás com fome?
Então, tem um bocado!
Ou és sede?
Então, tome uma bebida!
Coma!
Ou beba!
Coma o pão das mesas!
Beba vinho das taças!
Em uma taça de ouro, o sangue da vinha!
Se o amor de El move Ti,
Sim, o afeto do Touro desperta Ti! "
E Asherah Senhora do Mar responde:
"Tua palavra, El, é sábia;
Tu és eternamente sábio;
Vida abundante é a tua palavra.
O nosso rei é Aliyan Baal,
Fora juiz, e ninguém está acima dele.
Ambos enchemos Seu cálice;
Ambos enchemos a Sua taça! "
Altíssimo El-Touro, seu pai, brada,
El Rei, que trouxe à existência;
É uma súplica de Asherah e seus filhos,
A Deusa e a banda de sua prole:
"Nenhuma casa de Baal é como a dos Deuses.
Não há Corte como os filhos de Asherah:
A morada de El,
O abrigo de seus filhos.
A residência de Asherah Senhora do Mar ,
A moradia das noivas de renome.
A morada de Pidray, menina da luz.
O abrigo de Tallay, menina da chuva.
A morada de Arsay, menina de Yaabdar ".
E o Deus da Misericórdia, respondeu:
"Estou a agir como um lacaio de Asherah?
Devo agir como detentor de uma espátula?
Se os escravos de Asherah fizerem os tijolos
A casa para Baal será construída como a dos Deuses.
Sim, uma corte como a dos filhos de Asherah ".
E Asherah Senhora do Mar, respondeu:
"Tu és grande, ó El,
Tu és verdadeiramente sábio!
A Tua barba cinza em verdade te instruiu!
Aqui estão peitorais de ouro para o teu peito.
Eis, também é o momento de Sua chuva.
Baal estabelece as estações
E dá a Sua voz das nuvens.
Ele lança relâmpagos na Terra.
Como uma casa de cedro deixe-o concluír,
Ou uma casa de tijolos deixe-o erguer!
Que seja contado ao Aliyan Baal:
"Os montes te trarão muita prata.
As colinas, os lugares de ouro;
As minas trarão pedras preciosas para Ti,
E levantarás uma casa de ouro e prata.
Uma casa de pedras preciosas! "
A Virgem Anate alegra-se.
Ela dá um salto
E deixa a terra.
Então Ela vira o rosto para o Senhor dos picos de Saphon
Por mil hectares,
Sim, os milhares de hectares.
A virgem Anate sorri.
Ela levanta a voz
E grita:
"Informem, Baal!
Eu trago notícias tuas!
A casa será construída para ti igual a de teus irmãos,
Até mesmo uma corte igual a da tua família!
Os montes te trarão muita prata.
As colinas, os lugares de ouro;
As minas trarão pedras preciosas para Ti,
E levantarás uma casa de ouro e prata.
Uma casa de pedras preciosas! "
Aliyan Baal alegra-se.
Os montes lhe trarão muita prata,
As minas lhe trarão pedras preciosas.
Kothar-u-Khasis é enviado.
Assim que Kothar-u-Khasis chegou,
Ele ofereceu um boi em sua frente.
Um animal cevado diretamente diante dele.
Uma cadeira está colocada,
E Ele está sentado
À direita de Aliyan Baal,
Até que tenham comido
E bebido.
E Aliyan Baal declara:
"Depressa, vamos construir a casa.
Depressa, vamos erguer um palácio!
Despacha-te, faz com que a casa seja construída.
Depressa, vamos erguer um palácio
No meio das alturas de Saphon!
A mil hectares, a casa será constituída,
Uma miríade de hectares, um palácio! "
E Kothar-u-Khasis declara:
"Ouve, ó Aliyan Baal!
Perceba, Ó Cavaleiro das Nuvens!
Vou certamente colocar uma janela dentro da casa,
Uma janela no meio do palácio! "
E Aliyan Baal responde:
"Não coloque uma janela na casa,
Uma janela no meio do palácio!
Não deixe que Pidray, menina da Luz,
Nem Tallay, menina da chuva,
Sejam vistas pelo amado El de Yam Nahar! "
O Senhor insulta e cospe.
E Kothar-u-Khasis responde:
"Tu queres voltar, Baal, a minha palavra."
De Cedros Sua casa será construída,
De tijolos o seu palácio será erguido.
Ele vai a Lebabob e terá árvores,
À Síria e o lugar dos cedros.
O Líbano e as árvores,
Síria e os cedros.
O fogo será estabelecido na casa,
Chama para o palácio.
Eis que um dia e outro,
O fogo queima dentro da casa,
A chama dentro do palácio.
Um quinto, um sexto dia,
O fogo queima dentro da casa,
A chama no meio do palácio.
Eis que, no sétimo dia,
O fogo se afasta da casa,
A chama do palácio.
A Prata se transforma em blocos,
O ouro é transformado em tijolos.
Aliyan Baal alegra-se.
"Minha casa com Prata eu tenho construido.
Meu palácio com ouro eu tenho feito. "
Baal continuará a regozijar-se? Não percam a TERCEIRA PARTE DO ÉPICO DE BAAL!
O ÉPICO DE BAAL - SEGUNDA PARTE
Pelo Nome repreende, Astarte:
"Deprimente, Ó Aliyan Baal,
Quanta vergonha, Ó Cavaleiro das Nuvens!
O príncipe Yam era nosso cativo
O juiz dos Rios era nosso cativo. "
E lá se foi Baal,
Completamente envergonhado está Aliyan Baal
O Príncipe Yam está, de fato, morto.
Então, deixem Baal reinar!
Baal era agora o rei dos Deuses. Senhor da Serra Saphon. Mas Baal não teve nenhum palácio como os outros Deuses. Ele fala a Sua palavra para Kothat-u-Khasis:
"Há a morada de El,
O abrigo de seus filhos.
A residência da Senhora Asherah do Mar,
A moradia das noivas de renome.
A morada de Pidray, menina da Luz,
O abrigo de Tallay, menina da chuva,
A morada de Arsay, menina de Yaabdar.
Além disso, outra coisa te direi.
Vá!
Suplique por Asherah Senhora do Mar,
Rogai a Criadora dos Deuses! "
O excelentíssimo vai até as profundezas
Nas mãos de Khasis estão as pinças.
Ele derrama prata,
Ele lança o ouro.
Ele derrama prata e milhares de riquezas,
Ele derrama ouro em miríades.
Uma coroa de glória com incrustações de prata,
Adornada com ouro vermelho.
Um trono glorioso,
Um estrado acima de um estrado glorioso,
Que reluz na pureza.
Gloriosos escabelos de recepção,
Lá em cima Ele traz ouro.
Uma mesa gloriosa e farta.
Uma tigela gloriosa, belo trabalho de Kamares,
Definido como o reino de Yam,
Em que há búfalos por miríades.
Kothar-u-Kasis vai até Asherah Senhora do Mar, Mãe dos Setenta Deuses. Ele oferece estes dons à ela.
Adorna-a com a cobertura de sua carne.
Ela rasga sua roupa.
No segundo dia
Adorna-a nos dois rios.
Ela estabelece uma panela no fogo
Um navio em cima das brasas.
Ela apazigua o touro, Deus de Misericórdia,
Roga ao Criador de Criaturas.
Ao levantar os olhos
Ela vê.
Asherah vê Baal indo,
Sim, em direção à Virgem Anate,
A caminho da progenitora de heróis.
Depois veio Aliyan Baal,
E veio a Virgem Anate,
Rogaram à Senhora Asherah do mar.
Sim, suplicaram a Criadora dos Deuses.
E a Senhora Asherah do Mar, respondeu:
"Como podeis vós suplicar à Senhora Asherah do Mar,
Sim, suplicar à Criadora dos Deuses?
Tendes suplicado o Touro, o Deus de Misericórdia,
Ou suplicado ao Criador de Criaturas?
E a Virgem Anate respondeu:
"Nós fazemos suplico à Asherah Senhora do mar.
Suplicamos a Criadora dos Deuses.
Os Deuses comem e bebem,
E há aqueles que sugam o seio demasiadamente.
Com uma faca afiada
Uma fatia de animal cevado.
Bebem vinho em uma taça,
A partir de uma taça de ouro, o sangue das vinhas. "
Asherah do Mar declara:
"Selem o jumento,
amarrem o burro!
Coloque um chicote de fios de prata,
Adornos de ouro.
Prepare a sela do meu jumento!
Ouçam Qadish-u-Amrar.
Ele sela um burro
Os engates de um burro.
Coloque em um chicote de fios de prata,
Adornos de ouro.
Prepara a sela do meu jumento!
Qadish-u-Amrar abraça;
Ele define Asherah na parte de trás do jumento,
Na parte traseira do bonito burro.
Qadish começa a iluminar o caminho,
Amrar como uma estrela.
Em frente fica a virgem Anate,
E afasta Baal para as alturas de Saphon.
Então Ela vira o rosto para El,
Nas fontes de Dois Rios,
No meio dos fluxos das duas profundezas.
Ela entra na morada de El,
E chega ao domicílio do Rei, o Padre Suném.
Aos pés de El Ela curva-se e prostra-se,
Ela prostra-se em honra.
Assim que El a vê,
Ele abre um sorriso e ri.
Ele coloca seus pés sobre o estrado,
E movimenta Seus dedos.
Ele levanta sua voz
E grita:
"Por que a Senhora do Mar Asherah vêm?
Por que veio a Criadora dos Deuses?
Tu estás com fome?
Então, tem um bocado!
Ou és sede?
Então, tome uma bebida!
Coma!
Ou beba!
Coma o pão das mesas!
Beba vinho das taças!
Em uma taça de ouro, o sangue da vinha!
Se o amor de El move Ti,
Sim, o afeto do Touro desperta Ti! "
E Asherah Senhora do Mar responde:
"Tua palavra, El, é sábia;
Tu és eternamente sábio;
Vida abundante é a tua palavra.
O nosso rei é Aliyan Baal,
Fora juiz, e ninguém está acima dele.
Ambos enchemos Seu cálice;
Ambos enchemos a Sua taça! "
Altíssimo El-Touro, seu pai, brada,
El Rei, que trouxe à existência;
É uma súplica de Asherah e seus filhos,
A Deusa e a banda de sua prole:
"Nenhuma casa de Baal é como a dos Deuses.
Não há Corte como os filhos de Asherah:
A morada de El,
O abrigo de seus filhos.
A residência de Asherah Senhora do Mar ,
A moradia das noivas de renome.
A morada de Pidray, menina da luz.
O abrigo de Tallay, menina da chuva.
A morada de Arsay, menina de Yaabdar ".
E o Deus da Misericórdia, respondeu:
"Estou a agir como um lacaio de Asherah?
Devo agir como detentor de uma espátula?
Se os escravos de Asherah fizerem os tijolos
A casa para Baal será construída como a dos Deuses.
Sim, uma corte como a dos filhos de Asherah ".
E Asherah Senhora do Mar, respondeu:
"Tu és grande, ó El,
Tu és verdadeiramente sábio!
A Tua barba cinza em verdade te instruiu!
Aqui estão peitorais de ouro para o teu peito.
Eis, também é o momento de Sua chuva.
Baal estabelece as estações
E dá a Sua voz das nuvens.
Ele lança relâmpagos na Terra.
Como uma casa de cedro deixe-o concluír,
Ou uma casa de tijolos deixe-o erguer!
Que seja contado ao Aliyan Baal:
"Os montes te trarão muita prata.
As colinas, os lugares de ouro;
As minas trarão pedras preciosas para Ti,
E levantarás uma casa de ouro e prata.
Uma casa de pedras preciosas! "
A Virgem Anate alegra-se.
Ela dá um salto
E deixa a terra.
Então Ela vira o rosto para o Senhor dos picos de Saphon
Por mil hectares,
Sim, os milhares de hectares.
A virgem Anate sorri.
Ela levanta a voz
E grita:
"Informem, Baal!
Eu trago notícias tuas!
A casa será construída para ti igual a de teus irmãos,
Até mesmo uma corte igual a da tua família!
Os montes te trarão muita prata.
As colinas, os lugares de ouro;
As minas trarão pedras preciosas para Ti,
E levantarás uma casa de ouro e prata.
Uma casa de pedras preciosas! "
Aliyan Baal alegra-se.
Os montes lhe trarão muita prata,
As minas lhe trarão pedras preciosas.
Kothar-u-Khasis é enviado.
Assim que Kothar-u-Khasis chegou,
Ele ofereceu um boi em sua frente.
Um animal cevado diretamente diante dele.
Uma cadeira está colocada,
E Ele está sentado
À direita de Aliyan Baal,
Até que tenham comido
E bebido.
E Aliyan Baal declara:
"Depressa, vamos construir a casa.
Depressa, vamos erguer um palácio!
Despacha-te, faz com que a casa seja construída.
Depressa, vamos erguer um palácio
No meio das alturas de Saphon!
A mil hectares, a casa será constituída,
Uma miríade de hectares, um palácio! "
E Kothar-u-Khasis declara:
"Ouve, ó Aliyan Baal!
Perceba, Ó Cavaleiro das Nuvens!
Vou certamente colocar uma janela dentro da casa,
Uma janela no meio do palácio! "
E Aliyan Baal responde:
"Não coloque uma janela na casa,
Uma janela no meio do palácio!
Não deixe que Pidray, menina da Luz,
Nem Tallay, menina da chuva,
Sejam vistas pelo amado El de Yam Nahar! "
O Senhor insulta e cospe.
E Kothar-u-Khasis responde:
"Tu queres voltar, Baal, a minha palavra."
De Cedros Sua casa será construída,
De tijolos o seu palácio será erguido.
Ele vai a Lebabob e terá árvores,
À Síria e o lugar dos cedros.
O Líbano e as árvores,
Síria e os cedros.
O fogo será estabelecido na casa,
Chama para o palácio.
Eis que um dia e outro,
O fogo queima dentro da casa,
A chama dentro do palácio.
Um quinto, um sexto dia,
O fogo queima dentro da casa,
A chama no meio do palácio.
Eis que, no sétimo dia,
O fogo se afasta da casa,
A chama do palácio.
A Prata se transforma em blocos,
O ouro é transformado em tijolos.
Aliyan Baal alegra-se.
"Minha casa com Prata eu tenho construido.
Meu palácio com ouro eu tenho feito. "
Baal continuará a regozijar-se? Não percam a TERCEIRA PARTE DO ÉPICO DE BAAL!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
CRIAÇÃO DO HOMEM
Quando ambos céu e terra tinham sido completamente estabelecidos;
Quando a mãe das deusas havia nascido;
Quando a terra tinha sido fortalecida, a terra cirada,
Quando os domos de céu e terra tinham sido estabelecidos,
Retos canais tinham sido construídos;
As margens do Tigris e Euphrates tinham sido estabelecidas;
Anu, Enlil, Shamash, Ea,
Os grandes deuses,
Os Anunnaki, os grandes deuses,
Altos santuários habitados como criadores.
Em ansiedade as senhoras pediram:
"Uma vez que cúpulas de céu e terra foram estabelecidos,
Retos canais foram construídos,
O Tigris e Euphrates--
Suas margens foram estabelecidas,
Que iremos mudar?
Que iremos criar?
ó Annunnaki, grandes deuses,
Que iremos mudar?
Que iremos criar?"
Ó grandes deuses, altíssimos,
Ó Anunnaki, que determinam os destinos.
Os dois responderam a Enlil;
"na terra onde cresce a carne,o vínculo de céu e terra,
Lamga, Lamga, nós derrotaremos;
De seu sangue faremos a humanidade,
Deixe as características dos Anunakis existirem neles;
Para futuro dias os limites
Sejam estabelecidos;
O unir e o elevar em suas mãos
Estejam,
O tempo dos grandes deuses
Em local elevado coloquem,
As pastagens delimitem,
Para sempre seus limites
Estabeleçam,
Os retos canais
Uma fronteira estabeleçam,
A terra aguem, os vegetais
Cultivem,
A chuva do céu, a chuva do céu....
A ravina das terras delimitem,
Os armazéns dos distritos meçam,
Façam os campos dos Anunnaki produzir,
Para aumentar a abundãncia da terra,
Para manter as festas dos deuses,
Água fria para resfriar
Nos domicílios dos deuses que estãm no alto.
Ullugarra e Nigarra
Sejam chamados,
Vaca, carneiro, gado, peixe, e pássaro,
A abundância da Terra aumentem,
O senhor da alegria e a senhora da alegria
Com seu mês sagrado supliquem.
O Aruru, que foi criado depressa no alto para a (..) da senhora,
Grandes estruturas eles construam por si mesmos,
Sábios homens para os povos, heróis para os fracos,
Como o grão espalhando-se sobre a terra, por si mesmos, eles sejam--
Um destino intocável como uma Estrela para sempre .
Noite e dia
Festejem os deuses,
Apontem os grandes festivais por si mesmos
Celebrem."
Anu, Enlil,
Ea, Ninmakhu
Os grandes deuses,
O lugar criado para a humanidade.
A deusa Nishaba no lugar da humanidade foi estabelecida.
Poderes e coisas secretas
Como escrever, ensine.
Fonte: http://www.sigghil.com/
Quando a mãe das deusas havia nascido;
Quando a terra tinha sido fortalecida, a terra cirada,
Quando os domos de céu e terra tinham sido estabelecidos,
Retos canais tinham sido construídos;
As margens do Tigris e Euphrates tinham sido estabelecidas;
Anu, Enlil, Shamash, Ea,
Os grandes deuses,
Os Anunnaki, os grandes deuses,
Altos santuários habitados como criadores.
Em ansiedade as senhoras pediram:
"Uma vez que cúpulas de céu e terra foram estabelecidos,
Retos canais foram construídos,
O Tigris e Euphrates--
Suas margens foram estabelecidas,
Que iremos mudar?
Que iremos criar?
ó Annunnaki, grandes deuses,
Que iremos mudar?
Que iremos criar?"
Ó grandes deuses, altíssimos,
Ó Anunnaki, que determinam os destinos.
Os dois responderam a Enlil;
"na terra onde cresce a carne,o vínculo de céu e terra,
Lamga, Lamga, nós derrotaremos;
De seu sangue faremos a humanidade,
Deixe as características dos Anunakis existirem neles;
Para futuro dias os limites
Sejam estabelecidos;
O unir e o elevar em suas mãos
Estejam,
O tempo dos grandes deuses
Em local elevado coloquem,
As pastagens delimitem,
Para sempre seus limites
Estabeleçam,
Os retos canais
Uma fronteira estabeleçam,
A terra aguem, os vegetais
Cultivem,
A chuva do céu, a chuva do céu....
A ravina das terras delimitem,
Os armazéns dos distritos meçam,
Façam os campos dos Anunnaki produzir,
Para aumentar a abundãncia da terra,
Para manter as festas dos deuses,
Água fria para resfriar
Nos domicílios dos deuses que estãm no alto.
Ullugarra e Nigarra
Sejam chamados,
Vaca, carneiro, gado, peixe, e pássaro,
A abundância da Terra aumentem,
O senhor da alegria e a senhora da alegria
Com seu mês sagrado supliquem.
O Aruru, que foi criado depressa no alto para a (..) da senhora,
Grandes estruturas eles construam por si mesmos,
Sábios homens para os povos, heróis para os fracos,
Como o grão espalhando-se sobre a terra, por si mesmos, eles sejam--
Um destino intocável como uma Estrela para sempre .
Noite e dia
Festejem os deuses,
Apontem os grandes festivais por si mesmos
Celebrem."
Anu, Enlil,
Ea, Ninmakhu
Os grandes deuses,
O lugar criado para a humanidade.
A deusa Nishaba no lugar da humanidade foi estabelecida.
Poderes e coisas secretas
Como escrever, ensine.
Fonte: http://www.sigghil.com/
segunda-feira, 6 de junho de 2011
ADAPA E O ALIMENTO DA VIDA
Resumo: Adapa, ou talvez Adamu, filho de Ea, havia recebido de seu pai, o deus Ea, sabedoria, mas não a vida eterna. Ele era um ser semi-divino e foi um homem sábio e sacerdote do templo de Ea em Eridu, onde ele praticava o ritual do pão e da água. No exercício deste direito ele liderava a pesca no Golfo Pérsico. Certa vez, Adapa foi para mais um dia de pesca em águas tranqüilas, mas o vento sul subiu de repente e virou seu barco, de modo que ele foi atirado ao mar. Irritado com o acidente, ele quebrou as asas do vento sul, para que por sete dias ele não pudesse soprar frescor do mar sobre a terra quente. Anu chamou Adapa para dar conta deste crime, e seu pai Ea o avisa sobre o que deve acontecer a ele. Ele diz-lhe como enganar Tamuz e Gishzida, que irão a seu encontro na porta do céu. Ea avisa-lhe para não comer ou beber qualquer coisa no céu,temendo que o alimento e bebida envenenadas serão servidas ao seu filho. No entanto, alimento e bebida da vida eterna são oferecidas para Adapa e sua cautela o priva da imortalidade.Após a recusa, ele recebe ordens para voltar à Terra.
TABULETA 1
Ele possuía inteligência. . .
Seu comando era como o comando de Anu ...
Ele (Ea) concedeu-lhe uma orelha grande para revelar o destino da terra,
Ele concedeu-lhe sabedoria, mas não lhe concedeu a vida eterna.
Naqueles dias, naqueles anos, o homem sábio de Eridu,
Ea, tinha criado Adapa como chefe entre os homens,
Um homem sábio, cujo comando ninguém deveria opor-se,
O prudente, EA era o mais sábio entre os Anunnaki,
Adapa era irrepreensível, de mãos limpas, ungido,
observador dos estatutos divinos,
Com os padeiros ele fez pão
Com os padeiros de Eridu, ele fez o pão,
O alimento e a água de Eridu ele produzia diariamente,
Com as mãos limpas, preparou a mesa,
E sem ele a mesa não ficava pronta.
O navio dirigiu, pesca e caça para Eridu ele trouxe.
Então Adapa de Eridu (..)
Em cima da barragem pura, a barragem de lua nova,
ele embarcou no navio,
O vento soprou e seu navio partiu, com o remo,
e dirigiu o navio sobre o vasto mar. . .
TABULETA 2
O vento sul (...) quando
Ele tinha me levado para a casa de meu senhor, eu disse:
O vento sul, no caminho eu te (...) tudo o que,
as tuas asas, eu vou quebrar. "Como pronunciado pela sua boca,
A asa do vento sul foi quebrada, por sete dias
O vento sul não soprou sobre a terra.
Anu Chamou o seu mensageiro Ilabrat:
Por que o vento sul não tem soprado sobre a terra por sete dias?
Seu mensageiro Ilabrat respondeu-lhe: "Meu senhor,
Adapa, o filho de Ea, a asa do vento Sul ele quebrou ".
Quando Anu ouviu estas palavras
Ele gritou por ajuda! "Ele subiu no seu trono,
"Que Adapa seja trazido aqui",
Ea o sábio, que conhece o céu, foi ter com Adapa
(...) ele o fez vestir. Com uma vestimenta de luto
Ele vestiu-o e deu-lhe conselhos
Dizendo: "Adapa, tu irá diante do Rei Anu
(...) para o céu
Quando ires para cima, e quando tu se aproximar da porta de Anu,
Na porta de Anu, Tamuz e Gishzida estarão te esperando,
"Eles vão te ver, eles vão perguntar-te;" Senhor ",
Para que razão tu aparecestes assim, Adapa? Por que
vestes uma roupa de luto?
"Em nosso país, dois deuses desapareceram, por isso
Estou assim. " "Quem são os dois deuses, que na terra
Desapareceram? " "Tamuz e Gishzida".
Eles vão olhar um ao outro e ficarão admirados. Boas palavras.
Eles vão falar com Anu. Farão com que o rosto
benigno de Anu seja mostrado. Quando estiveres diante de Anu
O alimento da morte será servido diante de ti,
Não coma. Água da morte será servida diante de ti,
Não beba. O vestuário que irão apresentar diante de ti,
Coloque-o. O óleo que irão oferecer-lhe, unge-te.
O conselho que tenho dado a ti, não te esqueças. As palavras
Que eu falei,guarde-as.
"A mensagem De Anu veio: "Adapa quebrou
A asa do vento sul. Traga-o diante de mim. "
A estrada para o céu o fez tomar, e ele subiu ao céu.
Quando ele veio para o Céu, quando ele se aproximou da porta de Anu,
Na porta de Anu, Tamuz e Gisbzida estão em pé.
Quando viram Adapa, eles gritaram:
"Senhor, para quem tu vais aparecer?
Adapa, para quem tu vens vestido com uma roupa de luto?
"No meu país, dois deuses desapareceram, por isso eu estou com
Roupa de luto". " Quem são os dois deuses que
desapareceram da terra? "Tamuz e Gishzida".
Eles se entreolharam e Ficaram atônitos.
Quando Adapa diante de Anu, o rei, Aproximou-se, Anu gritou:
"Vem cá, Adapa. Porque tu quebraste as asas
Do vento sul? "Adapa respondeu:" Meu senhor,
Para a casa de meu senhor, no meio do mar,
Eu estava a captura de peixe. O mar estava como um espelho,
O vento sul soprou, e virou-me.
Para a casa de meu senhor, fui conduzido.
Na raiva do meu coração, Tomei cuidado".
Tamuz e Gishzida Respondem: (...) "Tu és". Para Anu
Eles falam. Acalmou-se, seu coração foi (...)
"Por que é que EA, a um indigno humano
Revelou o coração do céu e da terra,tornando-o
distinto e fez-lhe um SHEM ?
O que podemos fazer com ele? Alimento da vida,
Traga-o, que este homem, coma. "Alimento da vida
Trouxeram-lhe, mas ele não comeu. Água da vida
Trouxeram-lhe, mas ele não bebeu. Vestuário
Trouxeram-lhe. Ele vestiu-se. Óleo
Trouxeram-lhe. Ele ungiu-se.
Anu olhou para ele, e maravilhou-se dele.
"Come, Adapa, por que tu não comeu, nem bebeu?
Agora tu não viverás. "(...) Os homens (...) Ea, meu senhor
Disse: "Não comereis, nem bebereis."
Levá-lo e trazê-lo de volta à sua terra.
(...) olhou para ele.
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
TABULETA 1
Ele possuía inteligência. . .
Seu comando era como o comando de Anu ...
Ele (Ea) concedeu-lhe uma orelha grande para revelar o destino da terra,
Ele concedeu-lhe sabedoria, mas não lhe concedeu a vida eterna.
Naqueles dias, naqueles anos, o homem sábio de Eridu,
Ea, tinha criado Adapa como chefe entre os homens,
Um homem sábio, cujo comando ninguém deveria opor-se,
O prudente, EA era o mais sábio entre os Anunnaki,
Adapa era irrepreensível, de mãos limpas, ungido,
observador dos estatutos divinos,
Com os padeiros ele fez pão
Com os padeiros de Eridu, ele fez o pão,
O alimento e a água de Eridu ele produzia diariamente,
Com as mãos limpas, preparou a mesa,
E sem ele a mesa não ficava pronta.
O navio dirigiu, pesca e caça para Eridu ele trouxe.
Então Adapa de Eridu (..)
Em cima da barragem pura, a barragem de lua nova,
ele embarcou no navio,
O vento soprou e seu navio partiu, com o remo,
e dirigiu o navio sobre o vasto mar. . .
TABULETA 2
O vento sul (...) quando
Ele tinha me levado para a casa de meu senhor, eu disse:
O vento sul, no caminho eu te (...) tudo o que,
as tuas asas, eu vou quebrar. "Como pronunciado pela sua boca,
A asa do vento sul foi quebrada, por sete dias
O vento sul não soprou sobre a terra.
Anu Chamou o seu mensageiro Ilabrat:
Por que o vento sul não tem soprado sobre a terra por sete dias?
Seu mensageiro Ilabrat respondeu-lhe: "Meu senhor,
Adapa, o filho de Ea, a asa do vento Sul ele quebrou ".
Quando Anu ouviu estas palavras
Ele gritou por ajuda! "Ele subiu no seu trono,
"Que Adapa seja trazido aqui",
Ea o sábio, que conhece o céu, foi ter com Adapa
(...) ele o fez vestir. Com uma vestimenta de luto
Ele vestiu-o e deu-lhe conselhos
Dizendo: "Adapa, tu irá diante do Rei Anu
(...) para o céu
Quando ires para cima, e quando tu se aproximar da porta de Anu,
Na porta de Anu, Tamuz e Gishzida estarão te esperando,
"Eles vão te ver, eles vão perguntar-te;" Senhor ",
Para que razão tu aparecestes assim, Adapa? Por que
vestes uma roupa de luto?
"Em nosso país, dois deuses desapareceram, por isso
Estou assim. " "Quem são os dois deuses, que na terra
Desapareceram? " "Tamuz e Gishzida".
Eles vão olhar um ao outro e ficarão admirados. Boas palavras.
Eles vão falar com Anu. Farão com que o rosto
benigno de Anu seja mostrado. Quando estiveres diante de Anu
O alimento da morte será servido diante de ti,
Não coma. Água da morte será servida diante de ti,
Não beba. O vestuário que irão apresentar diante de ti,
Coloque-o. O óleo que irão oferecer-lhe, unge-te.
O conselho que tenho dado a ti, não te esqueças. As palavras
Que eu falei,guarde-as.
"A mensagem De Anu veio: "Adapa quebrou
A asa do vento sul. Traga-o diante de mim. "
A estrada para o céu o fez tomar, e ele subiu ao céu.
Quando ele veio para o Céu, quando ele se aproximou da porta de Anu,
Na porta de Anu, Tamuz e Gisbzida estão em pé.
Quando viram Adapa, eles gritaram:
"Senhor, para quem tu vais aparecer?
Adapa, para quem tu vens vestido com uma roupa de luto?
"No meu país, dois deuses desapareceram, por isso eu estou com
Roupa de luto". " Quem são os dois deuses que
desapareceram da terra? "Tamuz e Gishzida".
Eles se entreolharam e Ficaram atônitos.
Quando Adapa diante de Anu, o rei, Aproximou-se, Anu gritou:
"Vem cá, Adapa. Porque tu quebraste as asas
Do vento sul? "Adapa respondeu:" Meu senhor,
Para a casa de meu senhor, no meio do mar,
Eu estava a captura de peixe. O mar estava como um espelho,
O vento sul soprou, e virou-me.
Para a casa de meu senhor, fui conduzido.
Na raiva do meu coração, Tomei cuidado".
Tamuz e Gishzida Respondem: (...) "Tu és". Para Anu
Eles falam. Acalmou-se, seu coração foi (...)
"Por que é que EA, a um indigno humano
Revelou o coração do céu e da terra,tornando-o
distinto e fez-lhe um SHEM ?
O que podemos fazer com ele? Alimento da vida,
Traga-o, que este homem, coma. "Alimento da vida
Trouxeram-lhe, mas ele não comeu. Água da vida
Trouxeram-lhe, mas ele não bebeu. Vestuário
Trouxeram-lhe. Ele vestiu-se. Óleo
Trouxeram-lhe. Ele ungiu-se.
Anu olhou para ele, e maravilhou-se dele.
"Come, Adapa, por que tu não comeu, nem bebeu?
Agora tu não viverás. "(...) Os homens (...) Ea, meu senhor
Disse: "Não comereis, nem bebereis."
Levá-lo e trazê-lo de volta à sua terra.
(...) olhou para ele.
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
NOTA: O texto deixa claro que Adapa recebeu de EA conhecimento divino com o qual ele pôde " Quebrar a asa do Vento Sul". Anu ficou furioso ao descobrir que EA tinha revelado "O coração do céu e da Terra" a um indigno humano, tornando-o distinto entre os demais homens. O Rei Anu queria conhecer o homem que possuía conhecimento divino e exigiu a presença de Adapa no Céu. Enki pensou que estivessem armando matar seu filho e recomendou a Adapa que não comesse nada que lhe oferecessem no Céu. Entretanto, Anu desejava dar vida eterna para Adapa, uma vez que Adapa era sábio e possuía poderes divinos, deveria viver como um deus e não com a humanidade. Seguindo o conselho de seu pai, Adapa perde a oportunidade de ganhar a vida eterna, entretanto, volta para Eridu como sumo sacerdote e detentor dos conhecimentos ocultos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
ENLIL E NINLIL
1-12. Havia uma cidade, havia uma cidade - a única em que vivemos. Nippur era a cidade, a única em que vivemos. Dur-gišnimbar era a cidade- a única em que vivemos.ID-Sala é o seu rio sagrado, Kar -geština é o seu cais. Kar-Asar é o seu cais onde os barcos atracam rápido. Pu-lal é a sua água potável. Id-tum-nunbir é o seu canal de ramificação, e se mede a partir daí, sua área cultivada é de 50 sar em cada sentido. Enlil era um de seus jovens, e Ninlil foi uma de suas jovens. Nun-bar-še günü foi uma de suas sábias velhas.
13-21. Naquela época a jovem foi aconselhada por sua própria mãe, Ninlil foi aconselhada por Nun-günü še-bar: "O rio é santo, mulher! O rio é sagrado - não se banhe nele!Ninlil não ande ao longo da margem do Id-nunbir-tum Seus olhos são brilhantes, os olhos do Senhor são brilhantes, ele vai olhar pra você! A Grande Montanha, Pai Enlil - Seu olho é claro, ele vai olhar pra você! O pastor que decide todos os destinos! - seu olho é claro, ele vai olhar para você! logo de cara ele vai querer ter relações sexuais, ele vai querer beija-la! Ele terá o prazer de derramar sémen sensual em seu útero, e então ele vai te deixar! "
22-34. Ela aconselhou-a em seu coração, ela deu a sabedoria para ela. O rio é santo, a mulher tomou banho no rio sagrado. Então Ninlil caminhou ao longo da margem do Id-nunbir-tum, seu olho era brilhante, os olhos do Senhor eram brilhantes, ele olhou para ela. A Grande Montanha, Pai Enlil - seu olho era brilhante, ele olhou para ela. O pastor que decide todos os destinos - os olhos eram brilhantes, ele olhou para ela. O rei disse-lhe: "Eu quero ter sexo com você!". Enlil disse a ela: "Eu quero te beijar".Mas ele não conseguia convence-la "Minha vagina é pequena, ela não sabe da gravidez. Meus lábios são jovens, eles não sabem beijar. Se minha mãe descobre, ela vai me bater! Se meu pai descobre, ele vai colocar as mãos sobre mim! Mas agora, ninguém vai me impedir de dizer isso para minha namorada! "
35-53. Enlil falou com seu ministro Nuska: "Nuska, meu ministro!" "Ao seu serviço! O que você deseja?" "Construtor mestre do E-kur!" "Ao seu serviço, meu senhor!" "Alguém já teve relações sexuais com ela? Alguém já beijou uma moça tão bonita, tão radiante? - Ninlil, tão bonita, tão radiante" O ministro trouxe seu mestre através de um barco, trazendo-lhe mais com a corda de um barco pequeno, levando-o ao longo de um grande barco. O senhor, flutuando a jusante (..) - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - Pai Enlil, flutuando a jusante ... ... - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - Ele agarrou-a - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - De forma a se deitar com ela sobre um pequeno banco ... .... Ele realmente teve relações sexuais com ela, na verdade ele a beijou. Nessa relação, neste beijo, ele derramou uma semente de Suen-Ašimbabbar em seu ventre.
54-64. Enlil estava andando no Ki-ur. Enlil estava indo sobre no Ki-ur, os cinqüenta grandes deuses e os sete deuses que decidem os destinos mantinham Enlil preso no Ki-ur. Enlil, ritualmente impuro, deixou a cidade. Nunamnir, ritualmente impuro, deixou a cidade. Enlil, em conformidade com o que havia sido decidido "Enlil, ritualmente impuro, deixou a cidade Nunamnir, ritualmente impuro, deixou a cidade!" Nunamnir, em conformidade com o que havia sido decidido, Enlil partiu. Ninlil foi atrás dele. Nunamnir passou, a donzela perseguiu.
65-90. Enlil falou com o homem na porta da cidade: "Guardião da Cidade, Guardião da barreira,Porteiro!". Guardião da sagrada barreira!".Quando a senhora Ninlil vier, se ela perguntar de mim, não diga a ela onde eu estou!!". Ninlil dirigiu-se ao guardião da cidade: "Guardião da Cidade, Guardião da barreira,Porteiro!". Guardião da sagrada barreira!". O senhor Enlil passou por aqui!!?" Ela falou com ele; Enlil respondeu como o guardião da cidade: "Meu senhor não tem falado comigo,ó mais linda Enlil não falou comigo, ó mais bela.."..."Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, senhor de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!" "A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre.".. " A Semente do meu mestre pode ir até aos céus! Deixe eu derramar a minha semente!". Enlil, como o guardião da cidade, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou uma semente de Nergal-ea-Mešlamta em seu ventre.
91-116. Enlil passou. Ninlil foi em seguida. Nunamnir passou, a donzela perseguiu. Enlil se aproximou do homem do Id kura (rio do submundo), o rio devorador de homens. "Meu homem do Id kura, o rio antropófago! Quando sua senhora Ninlil vir, se ela perguntar de mim, não diga a ela onde eu estou!" Ninlil se aproximou do homem do Id kura, o rio devorador de homens. "Meu homem do Id kura, ó rio antropófago! Seu senhor Enlil passou por aqui?", Disse ela para ele. Enlil respondeu como o homem do Id kura: "Meu senhor não tem falado comigo, ó mais linda.Enlil não falou comigo, ó mais bela.." "Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, senhor de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!"A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre." " A Semente do meu mestre pode ir até aos céus! Deixe eu derramar a minha semente!". Enlil, como o Id kura, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou a semente de Ninazu, o rei que estende linhas de medição sobre os campos.
117-142. Enlil passou. Ninlil foi em seguida. Nunamnir passou, a donzela perseguiu. Enlil aproximou-se de SI.LU.IGI, o homem da balsa. "SI.LU.IGI, meu homem do barco! Quando a senhora Ninlil vir, se ela perguntar de mim, não diga onde estou!" Ninlil aproximou-se do homem da balsa. "Ó homem do barco! Seu senhor Enlil passou por aqui?", Disse ela para ele. Enlil respondeu como o homem SI.LU.IGI: "Meu senhor não tem falado comigo, ó mais linda Enlil não falou comigo, ó mais bela.." "Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, rei de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!" "A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre." "A semente do meu mestre pode ir até aos céus! Enlil, como o SI.LU.IGI, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou em seu ventre a semente de Enbilulu, o inspetor de canais.
143-154. Tu és o Senhor! Você é o rei! Enlil, Tu és o Senhor! Você é o rei! Nunamnir, Tu és o Senhor! Você é o rei! É o Senhor Supremo, Tu és Senhor poderoso! Senhor, que faz crescer o linho, o senhor que faz crescer a cevada, você é senhor do céu, senhor poderoso, senhor da terra! Você é o senhor da terra, Senhor da abundância, Senhor do céu! Enlil no céu, Enlil é rei! Senhor cujas declarações(....) Cujos pronunciamentos não pode ser alterado! Suas primordiais declarações não serão alteradas! Pelo louvor falado à mãe Ninlil, louvado seja (....) a Grande Montanha, Pai Enlil!
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
13-21. Naquela época a jovem foi aconselhada por sua própria mãe, Ninlil foi aconselhada por Nun-günü še-bar: "O rio é santo, mulher! O rio é sagrado - não se banhe nele!Ninlil não ande ao longo da margem do Id-nunbir-tum Seus olhos são brilhantes, os olhos do Senhor são brilhantes, ele vai olhar pra você! A Grande Montanha, Pai Enlil - Seu olho é claro, ele vai olhar pra você! O pastor que decide todos os destinos! - seu olho é claro, ele vai olhar para você! logo de cara ele vai querer ter relações sexuais, ele vai querer beija-la! Ele terá o prazer de derramar sémen sensual em seu útero, e então ele vai te deixar! "
22-34. Ela aconselhou-a em seu coração, ela deu a sabedoria para ela. O rio é santo, a mulher tomou banho no rio sagrado. Então Ninlil caminhou ao longo da margem do Id-nunbir-tum, seu olho era brilhante, os olhos do Senhor eram brilhantes, ele olhou para ela. A Grande Montanha, Pai Enlil - seu olho era brilhante, ele olhou para ela. O pastor que decide todos os destinos - os olhos eram brilhantes, ele olhou para ela. O rei disse-lhe: "Eu quero ter sexo com você!". Enlil disse a ela: "Eu quero te beijar".Mas ele não conseguia convence-la "Minha vagina é pequena, ela não sabe da gravidez. Meus lábios são jovens, eles não sabem beijar. Se minha mãe descobre, ela vai me bater! Se meu pai descobre, ele vai colocar as mãos sobre mim! Mas agora, ninguém vai me impedir de dizer isso para minha namorada! "
35-53. Enlil falou com seu ministro Nuska: "Nuska, meu ministro!" "Ao seu serviço! O que você deseja?" "Construtor mestre do E-kur!" "Ao seu serviço, meu senhor!" "Alguém já teve relações sexuais com ela? Alguém já beijou uma moça tão bonita, tão radiante? - Ninlil, tão bonita, tão radiante" O ministro trouxe seu mestre através de um barco, trazendo-lhe mais com a corda de um barco pequeno, levando-o ao longo de um grande barco. O senhor, flutuando a jusante (..) - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - Pai Enlil, flutuando a jusante ... ... - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - Ele agarrou-a - ele estava realmente a ter relações com ela, ele estava realmente a beijá-la! - De forma a se deitar com ela sobre um pequeno banco ... .... Ele realmente teve relações sexuais com ela, na verdade ele a beijou. Nessa relação, neste beijo, ele derramou uma semente de Suen-Ašimbabbar em seu ventre.
54-64. Enlil estava andando no Ki-ur. Enlil estava indo sobre no Ki-ur, os cinqüenta grandes deuses e os sete deuses que decidem os destinos mantinham Enlil preso no Ki-ur. Enlil, ritualmente impuro, deixou a cidade. Nunamnir, ritualmente impuro, deixou a cidade. Enlil, em conformidade com o que havia sido decidido "Enlil, ritualmente impuro, deixou a cidade Nunamnir, ritualmente impuro, deixou a cidade!" Nunamnir, em conformidade com o que havia sido decidido, Enlil partiu. Ninlil foi atrás dele. Nunamnir passou, a donzela perseguiu.
65-90. Enlil falou com o homem na porta da cidade: "Guardião da Cidade, Guardião da barreira,Porteiro!". Guardião da sagrada barreira!".Quando a senhora Ninlil vier, se ela perguntar de mim, não diga a ela onde eu estou!!". Ninlil dirigiu-se ao guardião da cidade: "Guardião da Cidade, Guardião da barreira,Porteiro!". Guardião da sagrada barreira!". O senhor Enlil passou por aqui!!?" Ela falou com ele; Enlil respondeu como o guardião da cidade: "Meu senhor não tem falado comigo,ó mais linda Enlil não falou comigo, ó mais bela.."..."Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, senhor de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!" "A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre.".. " A Semente do meu mestre pode ir até aos céus! Deixe eu derramar a minha semente!". Enlil, como o guardião da cidade, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou uma semente de Nergal-ea-Mešlamta em seu ventre.
91-116. Enlil passou. Ninlil foi em seguida. Nunamnir passou, a donzela perseguiu. Enlil se aproximou do homem do Id kura (rio do submundo), o rio devorador de homens. "Meu homem do Id kura, o rio antropófago! Quando sua senhora Ninlil vir, se ela perguntar de mim, não diga a ela onde eu estou!" Ninlil se aproximou do homem do Id kura, o rio devorador de homens. "Meu homem do Id kura, ó rio antropófago! Seu senhor Enlil passou por aqui?", Disse ela para ele. Enlil respondeu como o homem do Id kura: "Meu senhor não tem falado comigo, ó mais linda.Enlil não falou comigo, ó mais bela.." "Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, senhor de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!"A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre." " A Semente do meu mestre pode ir até aos céus! Deixe eu derramar a minha semente!". Enlil, como o Id kura, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou a semente de Ninazu, o rei que estende linhas de medição sobre os campos.
117-142. Enlil passou. Ninlil foi em seguida. Nunamnir passou, a donzela perseguiu. Enlil aproximou-se de SI.LU.IGI, o homem da balsa. "SI.LU.IGI, meu homem do barco! Quando a senhora Ninlil vir, se ela perguntar de mim, não diga onde estou!" Ninlil aproximou-se do homem da balsa. "Ó homem do barco! Seu senhor Enlil passou por aqui?", Disse ela para ele. Enlil respondeu como o homem SI.LU.IGI: "Meu senhor não tem falado comigo, ó mais linda Enlil não falou comigo, ó mais bela.." "Vou deixar bem claro o meu objetivo e explicar a minha intenção. Você pode encher meu ventre, uma vez que está vazio -. Enlil, rei de todas as terras, fez sexo comigo. Assim como Enlil é seu senhor, eu também sou sua mulher! " "Se você é minha senhora, deixe minha mão tocar sua (..)!" "A semente do seu senhor, a semente brilhante, está no meu ventre. A semente de Suen, a semente brilhante, está no meu ventre." "A semente do meu mestre pode ir até aos céus! Enlil, como o SI.LU.IGI, fez a moça deitar-se na câmara. Ele teve relações sexuais com ela lá, ele beijou-a lá. Nessa relação, neste beijo, ele derramou em seu ventre a semente de Enbilulu, o inspetor de canais.
143-154. Tu és o Senhor! Você é o rei! Enlil, Tu és o Senhor! Você é o rei! Nunamnir, Tu és o Senhor! Você é o rei! É o Senhor Supremo, Tu és Senhor poderoso! Senhor, que faz crescer o linho, o senhor que faz crescer a cevada, você é senhor do céu, senhor poderoso, senhor da terra! Você é o senhor da terra, Senhor da abundância, Senhor do céu! Enlil no céu, Enlil é rei! Senhor cujas declarações(....) Cujos pronunciamentos não pode ser alterado! Suas primordiais declarações não serão alteradas! Pelo louvor falado à mãe Ninlil, louvado seja (....) a Grande Montanha, Pai Enlil!
FONTE: http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/
A ÁRVORE HULUPPU
Nos primeiros dias, nos muito primeiros dias,
Nas Primeiras noites, nas muitas primeiras noites,
Nos primeiros anos, nos muitos primeiros anos,
Nos primeiros dias, quando cada uma das coisas estava sendo criada,
Nos primeiros dias, quando cada uma das necessidades estava sendo dimensionada,
Quando o pão deixou de ser um segredo na terra,
Quando o pão era assado nas casas da terra,
Quando o céu se afastou da terra,
Quando a terra foi separada do céu,
E as naves dos homens aterrissaram;
Quando deus do céu, Ann, chegou dos céus,
Quando o deus do AR, Enlil, chegou da terra,
Quando a rainha do abismo, Ereshkigal, teve
O submundo por domínio,
Ele navegava, O Pai navegava,
Enki, o deus da Sabedoria, ele navegou para o mundo inferior.
Pequenas pedras passaram por ele,
Por grandes pedras ele passou,
Como se fossem tartarugas,
Foram recolhidas no barco de Enki.
As águas do mar abatiam-se sobre seu barco como lobos,
As águas do mar abatiam-se sobre seu barco como leões.
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
A árvore nutria-se das águas do Eufrates.
O vento sul a embalava, e suas raízes
E galhos ramificavam-se
Até onde as águas do Eufrates desaguavam.
Uma mulher que caminhava com temor das palavras do deus do céu, Ann,
Com temor do deus do ar, Enlil,
Encontrou a árvore no rio e falou:
"Eu levarei esta árvore para Uruk,
Eu plantarei esta árvore no meu jardim particular".
Inana tomou a árvore com cuidado em suas mãos
Ela revolveu a terra em torno da árvore com seus pés
Ela maravilhou-se:
"Como crescerá até que eu tenha um trono para sentar-me?
Como crescerá até que eu tenha uma cama para dormir?"
Os anos passaram; cinco anos passaram, e então dez.
A árvore germinou rápido,
Mas sua casca não se dividia.
Então a serpente que não pode se encantada
Fez seu ninho nas raízes da árvore Huluppu.
O pássaro Anzu fez seu ninho em seus ramos.
E a sombria Lilith fez sua casa em seu tronco.
A jovem mulher que gostava de sorrir, chorou.
Como Inana chorou!
(Ela não podia mais se aproximar de sua árvore)
Quando os pássaros começam a cantar, com a chegada da aurora,
O deus do Sol, Utu, deixou seu quarto.
Inana chamou seu irmão Utu, dizendo:
"Utu, nos dias em que os destinos foram decretados,
Quando a abundância da terra foi descoberta,
Quando o deus do Céu ( An ) fêz os céus, e o deus do ar ( Enlil )
Fez a Terra,
Quando Ereshkigal ganhou o grande abaixo por domínio,
O deus da Sabedoria, Pai Enki, navegou pelas
Águas do mundo inferior,
E o submundo o atacou ...
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
O vento sul a embalou e suas raízes e ramos cresceram
Até onde o Eufrates desagua.
Eu peguei esta árvore do rio,
E a plantei em meu jardim particular.
Eu cuidei da árvore, esperando que ela fosse meu trono e minha cama.
Então a serpente que não pode ser encantada
Aninhou-se em suas raízes,
E o pássaro Anzu aninhou-se em seus galhos,
E a sombria Lilith construiu sua casa em seu tronco.
Eu chorei.
Como eu chorei!
( porque não podia mais aproximar-me de minha árvore ) "
Utu, o valente guerreiro, Utu,
Não podia ajudar sua irmã, Inana.
Quando os pássaros começam a cantar com a Segunda aurora,
Inana chamou seu irmão, Gilgamesh, dizendo:
"Gilgamesh, nos dias em que os destinos foram criados,
Quando a abundância foi descoberta no local da aterrissagem,
Quando o deus do céu criou os céus e o deus do ar
A Terra,
Quando Ereshkigal ganhou o grande abaixo para seu domínio,
O deus da sabedoria, Pai Enki, navegou
Pelo submundo,
E o submundo o atacou.
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
O vento sul a embalou e suas raízes e ramos cresceram
Até onde o Eufrates desagua.
Eu peguei esta árvore do rio,
E a plantei em meu jardim particular.
Eu cuidei da árvore, esperando que ela fosse meu trono e minha cama.
Então a serpente que não pode ser encantada
Aninhou-se em suas raízes,
E o pássaro Anzu aninhou-se em seus galhos,
E a sombria Lilith construiu sua casa em seu tronco.
Eu chorei.
Como eu chorei!
( porque não podia mais aproximar-me de minha árvore ) "
Gilgamesh, o valente guerreiro Gilgamesh,
O herói de Uruk, chamado por Inanna.
Gilgamesh vestiu sua armadura de cinqüenta minas como proteção.
Cinqüenta minas eram para ele como cinqüenta plumas.
Pegou seu machado de bronze, o machado do caminho,
Pesando sete talentos e sete minas, em seu ombro.
Ele entrou no jardim de Inana.
Gilgamesh atacou a serpente que não podia ser encantada.
O pássaro Anzu fugiu para as montanhas;
E Lilith abandonou sua casa e fugiu no vento, para lugares desabitados.
Gilgamesh então cortou as raízes da árvore Huluppa;
E os filhos da cidade, que o acompanhavam, cortaram seus ramos.
Do tronco ele fez um trono para sua irmã.
Do tronco, Gilgamesh fez uma cama para Inana.
Das raízes ela fez um pukku para seu irmão.
Da coroa da árvore ela fez um mikku para Gilgamesh,
O herói de Uruk.
FONTE: http://www.sigghil.com/
Nas Primeiras noites, nas muitas primeiras noites,
Nos primeiros anos, nos muitos primeiros anos,
Nos primeiros dias, quando cada uma das coisas estava sendo criada,
Nos primeiros dias, quando cada uma das necessidades estava sendo dimensionada,
Quando o pão deixou de ser um segredo na terra,
Quando o pão era assado nas casas da terra,
Quando o céu se afastou da terra,
Quando a terra foi separada do céu,
E as naves dos homens aterrissaram;
Quando deus do céu, Ann, chegou dos céus,
Quando o deus do AR, Enlil, chegou da terra,
Quando a rainha do abismo, Ereshkigal, teve
O submundo por domínio,
Ele navegava, O Pai navegava,
Enki, o deus da Sabedoria, ele navegou para o mundo inferior.
Pequenas pedras passaram por ele,
Por grandes pedras ele passou,
Como se fossem tartarugas,
Foram recolhidas no barco de Enki.
As águas do mar abatiam-se sobre seu barco como lobos,
As águas do mar abatiam-se sobre seu barco como leões.
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
A árvore nutria-se das águas do Eufrates.
O vento sul a embalava, e suas raízes
E galhos ramificavam-se
Até onde as águas do Eufrates desaguavam.
Uma mulher que caminhava com temor das palavras do deus do céu, Ann,
Com temor do deus do ar, Enlil,
Encontrou a árvore no rio e falou:
"Eu levarei esta árvore para Uruk,
Eu plantarei esta árvore no meu jardim particular".
Inana tomou a árvore com cuidado em suas mãos
Ela revolveu a terra em torno da árvore com seus pés
Ela maravilhou-se:
"Como crescerá até que eu tenha um trono para sentar-me?
Como crescerá até que eu tenha uma cama para dormir?"
Os anos passaram; cinco anos passaram, e então dez.
A árvore germinou rápido,
Mas sua casca não se dividia.
Então a serpente que não pode se encantada
Fez seu ninho nas raízes da árvore Huluppu.
O pássaro Anzu fez seu ninho em seus ramos.
E a sombria Lilith fez sua casa em seu tronco.
A jovem mulher que gostava de sorrir, chorou.
Como Inana chorou!
(Ela não podia mais se aproximar de sua árvore)
Quando os pássaros começam a cantar, com a chegada da aurora,
O deus do Sol, Utu, deixou seu quarto.
Inana chamou seu irmão Utu, dizendo:
"Utu, nos dias em que os destinos foram decretados,
Quando a abundância da terra foi descoberta,
Quando o deus do Céu ( An ) fêz os céus, e o deus do ar ( Enlil )
Fez a Terra,
Quando Ereshkigal ganhou o grande abaixo por domínio,
O deus da Sabedoria, Pai Enki, navegou pelas
Águas do mundo inferior,
E o submundo o atacou ...
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
O vento sul a embalou e suas raízes e ramos cresceram
Até onde o Eufrates desagua.
Eu peguei esta árvore do rio,
E a plantei em meu jardim particular.
Eu cuidei da árvore, esperando que ela fosse meu trono e minha cama.
Então a serpente que não pode ser encantada
Aninhou-se em suas raízes,
E o pássaro Anzu aninhou-se em seus galhos,
E a sombria Lilith construiu sua casa em seu tronco.
Eu chorei.
Como eu chorei!
( porque não podia mais aproximar-me de minha árvore ) "
Utu, o valente guerreiro, Utu,
Não podia ajudar sua irmã, Inana.
Quando os pássaros começam a cantar com a Segunda aurora,
Inana chamou seu irmão, Gilgamesh, dizendo:
"Gilgamesh, nos dias em que os destinos foram criados,
Quando a abundância foi descoberta no local da aterrissagem,
Quando o deus do céu criou os céus e o deus do ar
A Terra,
Quando Ereshkigal ganhou o grande abaixo para seu domínio,
O deus da sabedoria, Pai Enki, navegou
Pelo submundo,
E o submundo o atacou.
Neste tempo, uma árvore, uma árvore solitária, a árvore Huluppu
Foi plantada nas margens do Eufrates.
O vento sul a embalou e suas raízes e ramos cresceram
Até onde o Eufrates desagua.
Eu peguei esta árvore do rio,
E a plantei em meu jardim particular.
Eu cuidei da árvore, esperando que ela fosse meu trono e minha cama.
Então a serpente que não pode ser encantada
Aninhou-se em suas raízes,
E o pássaro Anzu aninhou-se em seus galhos,
E a sombria Lilith construiu sua casa em seu tronco.
Eu chorei.
Como eu chorei!
( porque não podia mais aproximar-me de minha árvore ) "
Gilgamesh, o valente guerreiro Gilgamesh,
O herói de Uruk, chamado por Inanna.
Gilgamesh vestiu sua armadura de cinqüenta minas como proteção.
Cinqüenta minas eram para ele como cinqüenta plumas.
Pegou seu machado de bronze, o machado do caminho,
Pesando sete talentos e sete minas, em seu ombro.
Ele entrou no jardim de Inana.
Gilgamesh atacou a serpente que não podia ser encantada.
O pássaro Anzu fugiu para as montanhas;
E Lilith abandonou sua casa e fugiu no vento, para lugares desabitados.
Gilgamesh então cortou as raízes da árvore Huluppa;
E os filhos da cidade, que o acompanhavam, cortaram seus ramos.
Do tronco ele fez um trono para sua irmã.
Do tronco, Gilgamesh fez uma cama para Inana.
Das raízes ela fez um pukku para seu irmão.
Da coroa da árvore ela fez um mikku para Gilgamesh,
O herói de Uruk.
FONTE: http://www.sigghil.com/
UMA TIGI PARA ENLIN POR UR-NAMMA ( UR-NAMMA B)
Uma tigi para Enlil por Ur-Namma (Ur-Namma B):
1-6 Exaltado Enlil, ...... famoso ......, senhor que ...... seu grande principado, Nunamnir, rei do céu e da terra ......, observa através das pessoas. A Grande Montanha, Enlil, escolheu Ur-Namma o bom pastor para a multidão de pessoas: "Ele será o pastor de Nunamnir!" Ele os fará Ter respeito.
7-19 Os divinos planos de construir o E-kur aonde estão. A grande Montanha, Enlil, tinha em sua mente, encheu-o com pureza e utilidade, para fazer o santuário como o sol no E-Kur, seu augusto santuário. Ele instruiu o pastor Ur-Name para fazer o E-Kur com brilho intenso; o rei o fez poderoso na Terra, ele o fez com as primeiras pessoas. O bom pastor Ur-Namma, ...... cuja verdade se fundamenta em Nunamnir , o juiz conhecedor, o senhor de grande sabedoria, preparou o molde.. Enlil trouxe as terras rebeldes e hostis para o pastor Ur-Namma, e fez a Suméria florir com alegria, nos dias cheios de prosperidade. As fundações assentou firmemente e as sagradas fundações construiu. O enkum e ninkum agradeciam e Enki fazia o templo alegrar-se com suas fórmulas cheias de arte.
20-30 O pastor Ur-Namma fez o E-kur brilhar em Dur-an-ki. Ele o fez maravilhar a multidão de povos. Ele fez brilhar o arco-íris do Portão Perdido, o Grande Portão, o Portão da Paz, a Habilidosa Montanha de Construir e o Portão do Eterno Suprimento de Grãos, cobrindo-os com prata refinada. O pássaro Anzud correu de lá e a águia agarrou os inimigos com as garras. Suas portas são altas, elas enchem-se de alegria. O templo é alto, ele tem uma radiação que amedronta. Ele é amplo, ele infunde respeito. Nele, a Hábil Montanha de construir, o tempo nascente, a sagrada habitação caminha rápida para a Grande Montanha como uma torre elevada.
31-38 No Gagiccua do grande palácio, onde se pronunciam grandes verdades, ele fez a grande mãe Ninlil alegrar-se. Enlil e Ninlil estabelecem-se aqui. Em sua grande sala-de-jantar, o verdadeiro herói escolhido por Nunamnir faz suas refeições com o trigo: o E-kur alegrava-se. Eles observam com aprovaçào o pastor Ur-Namma, e a Grande Montanha decreta um grande destino para Ur-Namma por todo o tempo, fazendo-o poderoso sobre o povo de povo de cabeça preta.
39 O sagida.
--------------------------------------------------------------------------------
40-45" Eu sou Nunamnir, cujos firmes comandos e decisões são imutáveis! Você fez meu elevado santuário E-kur brilhar gloriosamente, você fez com que brilhasse alto com um brilhante crenellation. Verdadeiro herói, você fez o santuário glorioso na Terra. Ur-Namma, senhor poderoso, você entrará no navio real, sem paralelos, possa sua fama espalhar-se nos limites do céu, tão rápido como se pisasse montanhas!"
46-51"Eu sou a grande Montanha, pai Enlil, cujos firmes comandos e decisões são imutáveis. Você fez meu elevado santuário E-kur brilhar gloriosamente, você fez com que brilhasse alto com um brilhante crenellation. Verdadeiro herói, você fez o santuário glorioso na Terra. Ur-Namma, senhor poderoso, você entrará no navio real, sem paralelos, possa sua fama espalhar-se nos limites do céu, tão rápido como se pisasse montanhas!"
52-57 Senhor Nunamnir deu ao meu rei a maça elevada com que empilha cabeças humanas como pilhas de grãos, nas terras hostis, e esmaga as terras rebeldes;, e agora ele pode pisar as terras estrangeiras e destruir suas armadilhas. Senhor Nunamnir deu ao pastor Ur-Namma.
FONTE: http://www.sigghil.com/
1-6 Exaltado Enlil, ...... famoso ......, senhor que ...... seu grande principado, Nunamnir, rei do céu e da terra ......, observa através das pessoas. A Grande Montanha, Enlil, escolheu Ur-Namma o bom pastor para a multidão de pessoas: "Ele será o pastor de Nunamnir!" Ele os fará Ter respeito.
7-19 Os divinos planos de construir o E-kur aonde estão. A grande Montanha, Enlil, tinha em sua mente, encheu-o com pureza e utilidade, para fazer o santuário como o sol no E-Kur, seu augusto santuário. Ele instruiu o pastor Ur-Name para fazer o E-Kur com brilho intenso; o rei o fez poderoso na Terra, ele o fez com as primeiras pessoas. O bom pastor Ur-Namma, ...... cuja verdade se fundamenta em Nunamnir , o juiz conhecedor, o senhor de grande sabedoria, preparou o molde.. Enlil trouxe as terras rebeldes e hostis para o pastor Ur-Namma, e fez a Suméria florir com alegria, nos dias cheios de prosperidade. As fundações assentou firmemente e as sagradas fundações construiu. O enkum e ninkum agradeciam e Enki fazia o templo alegrar-se com suas fórmulas cheias de arte.
20-30 O pastor Ur-Namma fez o E-kur brilhar em Dur-an-ki. Ele o fez maravilhar a multidão de povos. Ele fez brilhar o arco-íris do Portão Perdido, o Grande Portão, o Portão da Paz, a Habilidosa Montanha de Construir e o Portão do Eterno Suprimento de Grãos, cobrindo-os com prata refinada. O pássaro Anzud correu de lá e a águia agarrou os inimigos com as garras. Suas portas são altas, elas enchem-se de alegria. O templo é alto, ele tem uma radiação que amedronta. Ele é amplo, ele infunde respeito. Nele, a Hábil Montanha de construir, o tempo nascente, a sagrada habitação caminha rápida para a Grande Montanha como uma torre elevada.
31-38 No Gagiccua do grande palácio, onde se pronunciam grandes verdades, ele fez a grande mãe Ninlil alegrar-se. Enlil e Ninlil estabelecem-se aqui. Em sua grande sala-de-jantar, o verdadeiro herói escolhido por Nunamnir faz suas refeições com o trigo: o E-kur alegrava-se. Eles observam com aprovaçào o pastor Ur-Namma, e a Grande Montanha decreta um grande destino para Ur-Namma por todo o tempo, fazendo-o poderoso sobre o povo de povo de cabeça preta.
39 O sagida.
--------------------------------------------------------------------------------
40-45" Eu sou Nunamnir, cujos firmes comandos e decisões são imutáveis! Você fez meu elevado santuário E-kur brilhar gloriosamente, você fez com que brilhasse alto com um brilhante crenellation. Verdadeiro herói, você fez o santuário glorioso na Terra. Ur-Namma, senhor poderoso, você entrará no navio real, sem paralelos, possa sua fama espalhar-se nos limites do céu, tão rápido como se pisasse montanhas!"
46-51"Eu sou a grande Montanha, pai Enlil, cujos firmes comandos e decisões são imutáveis. Você fez meu elevado santuário E-kur brilhar gloriosamente, você fez com que brilhasse alto com um brilhante crenellation. Verdadeiro herói, você fez o santuário glorioso na Terra. Ur-Namma, senhor poderoso, você entrará no navio real, sem paralelos, possa sua fama espalhar-se nos limites do céu, tão rápido como se pisasse montanhas!"
52-57 Senhor Nunamnir deu ao meu rei a maça elevada com que empilha cabeças humanas como pilhas de grãos, nas terras hostis, e esmaga as terras rebeldes;, e agora ele pode pisar as terras estrangeiras e destruir suas armadilhas. Senhor Nunamnir deu ao pastor Ur-Namma.
FONTE: http://www.sigghil.com/
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